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“A praça é do povo, como o céu é do condor”. Um belo ditado popular que muito bem introduz essa coluna. De fato, há vários séculos, os homens têm tido nas praças o local de discussão, encontros, festejos, cortejos e manifestações. A praça, desde há muito, é vida.

Diz-se que em Minas Gerais, toda cidade tem uma praça, uma Igreja e um Coreto. Na nossa Barroso, temos a Igreja, a Praça e já tivemos um coreto na Praça Sant’Ana, mas que foi demolido quando da reforma da mesma. Então, para que sejamos como as “demais cidades mineras”, conclamo ao Poder Público para, quem sabe, presentear nossa comunidade com um lindo Coreto na Praça…

Mas o que se deseja tratar por hoje é a Praça como lugar de encontro da sociedade. Nossa Praça principal é linda. A Praça Sant’Ana possui belezas naturais e arquitetônicas gigantescas. A fonte com suas músicas e luzes. Os bustos em homenagem a pessoas importantes. Os bancos onde os amigos conversam; os apaixonados se enamoram. E mesas onde os jogos de lazer divertem a população. É um local que, tenho certeza, traz lembranças mil a cada um de nós barrosenses.

E ver voltar à Praça os eventos culturais e religiosos é fantástico. Apesar de não ter participado diretamente, saber que o sermão da Sexta-feira da Paixão se deu nas escadarias da Igreja Sant’Ana é um lindo retorno às origens. Nada contra aos outros lugares onde se realizava. Mas ver o Cristo crucificado na porta de nossa Matriz é voltar aos tempos de nossos antepassados. Ainda mais em uma fachada linda com a da Igreja Matriz.

E mais: o evento realizado nas Praças Sant’Ana e Salvador da Silva no feriado de Tiradentes foi simplesmente fantástico. Lembrar dos grandes torneios de Volley de Areia, Futvolley e Peteca realizados, principalmente, pela “A Voz da Liberdade”, nossa antiga “rádio” (na verdade, um serviço de auto-falante), organizados pelos saudosos Antônio Marcos, Juquinha Goulart e pelo querido Galdino Silva (meus primeiros patrões…), é mostrar que o povo, principalmente a juventude, tem a Praça no “sangue”. Momentos de descontração com música e outras atividades culturais embelezaram ainda mais tão emblemático fim de semana.

Deu-me saudade das Gincanas da Amver, do Asilo, da Apae, da Voz da Liberdade, da Nação Jovem, da UJB… Gincanas que movimentavam a juventude por meses e faziam a praça fervilhar. Bons tempos que precisam voltar. Gincanas que fizeram tanta gente feliz. Organizadores, participantes e os que eram ajudados com o resultado da gincana.

Como não se lembrar dos grandes Festivais da Canção e seus artistas talentosíssimos. Na Praça, sempre foi muito mais popular e participativo do que em qualquer outro lugar. Tomara que também este evento volte à nossa querida Praça.

E saber que neste fim de semana do dia das mães outros eventos irão acontecer na Praça enche meu coração de esperança de que a praça volte a ser nosso verdadeiro ponto de encontro. Que os adolescentes e jovens voltem a dar voltas (literalmente) na praça. Que as crianças possam correr, brincar e escorregar. E que todos possam se confraternizar na grande família de Barroso. Como a Pandemia parece estar dando trégua, que nossos encontros sejam ainda mais numerosos. E vem aí a Festa de Sant’Ana… Tomara Deus que com suas barraquinhas tradicionais. Com o quentão, o bolinho de chuva, churrasquinho, víspora, coelhinho, pescaria e os disputados leilões.

Que ocorram mais eventos. Que os grandes possam ser realizados nos outros lugares. Mas, sempre que possível, que a Praça Sant’Ana seja o local dos eventos. Dos encontros. Das discussões. A praça é lugar do povo.

Ps.: Não poderia deixar de agradecer aqui à Administração Pública Municipal pelo aumento concedido a seus funcionários após vários anos. Algo foi feito. E tenho certeza que esta Coluna contribuiu, ainda que simbolicamente, para que os funcionários fossem contemplados. Tomara que seja o primeiro de muitos.

por Gian Brandão

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