Vereadores repudiam decisão do TRE/MG de não voltar com Zona Eleitoral para Barroso

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O Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima, informou nessa segunda-feira, 09 de setembro, em reunião realizada em São João del-Rei, que o pedido da Câmara Municipal de Barroso, protocolado pessoalmente junto ao magistrado no dia 15 de maio pelo Presidente Eduardo Pinto, não foi aprovado, decisão que manteve Barroso vinculado à Zona Eleitoral (ZE) de Prados. 

Mesmo depois de fazer uma visita ao Município no dia 13 de junho, oportunidade na qual conheceu as ótimas e adequadas dependências da Justiça Eleitoral, reconhecendo a injustiça de Barroso não ser sede de Cartório Eleitoral, o Desembargador acatou a decisão dos técnicos e da Resolução de 2017 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os Vereadores barrosenses destacam que não há nada contra o Município de Prados, mas, sim, contra a extinção da ZE de Barroso, informando que a Câmara, agora, estuda as medidas cabíveis para contestar a decisão do TSE na Justiça.

Após a decisão, a maioria dos vereadores barrosenses repercutiu o posicionamento do TRE-MG na reunião ordinária dessa segunda-feira. O Presidente Eduardo Pinto destacou que fez um alerta às autoridades estaduais sobre os riscos que a posição do TRE-MG traz a Barroso. “Olhei nos olhos deles e disse que a frieza dos números e dos mapas não traduz a realidade da nossa população. Os alertei que as consequências vão do iminente fechamento do Posto de Atendimento Eleitoral, passando pelo fato de já não termos mais um promotor titular, até a perda de um juiz titular e, quem sabe, o fechamento da Comarca. Nada mais nos garante isso”, disse o Presidente. 


DEMAIS VEREADORES TAMBÉM SE MANIFESTARAM

Leone Nascimento: “É realmente lamentável, tínhamos a esperança de voltarem atrás da decisão, uma vez que oferecemos aqui uma grande estrutura para o TRE. Passamos por um momento difícil em Barroso, com fechamento da Zona Eleitoral, fechamento do Senai. Isso pode acarretar prejuízos maiores ao Município”. 

Baldonedo Arthur Napoleão: “Foi uma decepção. Não é a primeira vez que vejo o Governo Federal, que fica com grande volume de recursos que a fábrica de cimento recolhe em impostos, dar ao povo uma resposta dessas. É um desencorajamento para o cidadão. Acredito que apenas tivemos uma derrota na batalha. Perdemos hoje, mas ainda vamos ganhar”.

Állan Campos: “É um dos maiores absurdos que o Município de Barroso passa por causa de uma decisão do Gilmar Mendes. Sinceramente não sei como dar uma resposta à população barrosense. Como vereador e cidadão, me senti afrontado. Ficamos todos nós esperançosos com a visita do Desembargador a Barroso e, hoje, recebemos esse tapa na cara”.

Anderson de Paula: “Essa notícia realmente nos traz revolta e nos mostra como Barroso está sendo tratado por essas autoridades. Nós precisamos gritar e mostrar que Barroso tem potencial. Perdemos um presídio, perdemos um promotor titular, perdemos uma zona eleitoral. Isso é preocupante, pois poderemos chegar a perder a Comarca de nosso Município. Temos que mostrar o poder da nossa cidade”. 

Informações Câmara Municipal de Barroso

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