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Tristeza. Essa a palavra que dá tom a esta coluna. Uma tristeza sincera, doída, saudosa… Paulo Terra era uma pessoa ilustre. Um professor, um amigo, um parceiro. Meu companheiro de trabalho no Colégio São José, no início dos anos 2000, onde discutíamos filosofia, atualidades, religião… Auxiliou-me muito nas traduções do Inglês nos meus estudos. Meu grande parceiro musical… Ga-nhamos 3 prêmios no Festival da Canção de Barroso, incluindo, claro, o de melhor letra. Poeta, escritor, Professor, homem… Que pena que não pude lhe dar um último adeus, um abraço, um sorriso. Que pena você não ter uma despedida digna do grande cidadão e homem que você foi. Você fará falta, meu amigo.

E a mesma causa que nos levou Paulo Terra, assola todo o país. Pelo menos, os homens e mulheres de bem e que dão um mínimo valor à vida. Tenho certeza que essa Pandemia já levou de cada um de nós um primo, um tio, um vizinho, um amigo, um conhecido. São mais de 300.000 mortes, somente no Brasil, por esse nefasto vírus. Mortes que se comparam aos piores massacres que passamos na história moderna da humanidade. E alguns ainda consideram a COVID uma gripezinha…

É impossível entender a condução da Pandemia. Município, Estado e União se digladiam em busca de holofotes, cada um defendendo interesses pessoais e regionais, ao invés de pensar no bem comum. Imaginemos que no Estado de São Paulo existem cidades em lockdown há 15 dias, totalmente fechadas, enquanto outras estão tendo aulas presenciais para crianças… As vacinas já deveriam estar disponíveis em maior quantidade à população há meses, se não fosse a “queda de braços” entre Presidente da República e Governador de São Paulo. Ou seja, mais uma briga por interesses particulares, esquecendo-se do que é melhor para a população.

E a população? Essa se conduz tão mal quanto nossos governantes… As aglomerações continuam existindo, principalmente entre jovens. Que alguns adultos e idosos acreditem que a “Terra é plana” e que “o vírus é uma construção da imprensa” ainda vá lá. Mas jovens continuarem fazendo festas e algazarras com aglomeração de pessoas, é o cúmulo da ignorância. Científica, social e moral…

E mais: muitas pessoas não usam máscaras! Outras, usam de maneira errada. Nosso Presidente, depois de muito tempo, rendeu-se às máscaras e passou a usá-las, graças a Deus. Tomara que sirva de exemplo a seus seguidores e aos demais cidadãos que não fazem uso. O melhor meio de se evitar a transmissão é o isolamento; o segundo, o uso de máscaras.

Enquanto isso, nossos Hospitais encontram-se com mais pacientes do que sua capacidade. Há relatos de médicos em Belo Horizonte sobre falta gaze, remédios e insumos básicos. Nossas cidades vizinhas, São João Del Rei e Barbacena, entraram em colapso, inclusive, a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena publicou memorando dizendo que não iria mais atender pacientes particulares! Em Barroso, já se usam leitos da obstetrícia para cuidar de pessoas com doenças respiratórias. A crise é gravíssima. E depende de nós, todos nós, cidadãos, atitudes condignas para que o vírus não mate ainda mais amigos, pais, filhos…

Que a morte do saudoso Paulo Terra seja um exemplo para que nós possamos tomar atitudes concretas, justas e fraternas para evitar outras mortes. Que do céu, nosso querido “Sô Paulo”, olhe por nós…

por Gian Brandão

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