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Nem todos têm facilidade na hora de dormir. Pelo contrário: pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que mais de 72% da população brasileira sofre de doenças relacionadas ao sono.

Dados coletados pelo Instituto do Sono, por meio do Estudo Epidemiológico do Sono (Episono), especificam que, só em São Paulo, 42% dos paulistanos roncam três ou mais noites por semana e 45% queixam-se de insônia ou dificuldades para dormir, por exemplo. Além disso, cerca de 5% tomam remédios para dormir.

De acordo com a neurologista e especialista em Medicina do Sono Celeste Negrão, na classificação internacional de doenças existem mais de cem distúrbios de sono listados. Os mais comuns são insônia, apneia do sono, ronco, bruxismo, sonambulismo e despertar confusional, entre outros.

Todos os distúrbios do sono levam a uma qualidade de vida ruim, explica Celeste. “Se você não dormir bem, consequentemente, no dia seguinte, fica mais propenso a acidentes de trabalho e de trânsito, diminui a concentração e a memória, aumenta a irritabilidade, causa problemas no relacionamento com familiares e colegas de trabalho e muito mais, tudo em decorrência de uma noite de sono ruim.”

Com a ajuda da medicina do sono, é possível obter um diagnóstico correto e realizar o tratamento das doenças associadas. Celeste Negrão explica que isso é possível através do conhecimento da história do paciente através da anamnese, além de um exame físico e a polissonografia. Esta última consiste no monitoramento durante a noite com vários parâmetros: eletroencefalograma, eletrooculograma, eletromiografia, cintas respiratórias abdominais e torácicas, eletrodos de movimentos de perna e cardíacos e oximetria para avaliar saturação de oxigênio. Com isso, é possível diagnosticar distúrbios com maior precisão.

Informações Tribuna de Minas

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