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A maioria dos eleitores mineiros é contra a privatização de empresas estatais, segundo a mais recente pesquisa DATATEMPO. Questionados sobre o tema, eles responderam que o Estado deve continuar sendo dono de Cemig, Copasa, Gasmig e MGS.

A Cemig, que atua na geração, transmissão, distribuição e venda de energia elétrica, é a empresa que os entrevistados mais demonstraram ser contrários à privatização, 65,3%. O índice é de 59,6% para a Copasa, companhia que presta serviço de saneamento básico, e de 53,9% para a Gasmig, distribuidora de gás natural canalizado.

Além delas, 53% afirmam que o governo de Minas deve permanecer proprietário da MGS, empresa responsável pela prestação de serviços como limpeza e vigilância. Por outro lado, a Copasa lidera o ranking das estatais que os entrevistados consideram que o governo de Minas deve vender, com 25,2%. A empresa de saneamento básico é seguida pela Cemig (22,9%), Gasmig (22,1%) e MGS (21,1%).

A opinião dos mineiros sobre a privatização das estatais do governo estadual é relevante principalmente nos casos de Cemig, Copasa e Gasmig. A Constituição Estadual determina que é necessário realizar um referendo para que a população confirme ou negue a venda de cada uma dessas três empresas.

O referendo seria realizado após a aprovação da respectiva privatização por pelo menos 47 dos 77 deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O deputado estadual Hely Tarqüínio (PV) chegou a apresentar projeto de lei em 2019 para também se realizar um plebiscito — ou seja, uma consulta à população antes da privatização ser votada na ALMG.

Porém, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) retirou essa exigência do texto e deixou apenas artigos que criam regras para se realizar o referendo. O projeto está pronto para ser votado em 1º turno no plenário desde o final de 2021. De forma geral, 62,9% dos entrevistados são contrários a todas as privatizações, enquanto 20,8% são favoráveis a vender todas as empresas. Outros 16,3% são favoráveis apenas em alguns casos.

Para calcular este índice geral, a DATATEMPO excluiu as respostas dos entrevistados que não souberam ou não responderam.

No cruzamento entre a opinião dos entrevistados e a intenção de voto para a presidência e para o governo de Minas, a pesquisa indica que há um padrão: os eleitores de Lula (PT) e de Alexandre Kalil (PSD) são os mais contrários às privatizações, 75,2% e 70,4%, respectivamente.
Ao mesmo tempo, os eleitores de Jair Bolsonaro (PL) e de Romeu Zema (Novo) são os mais favoráveis à negociação das estatais, com 36,5% e 29%.

A pesquisa DATATEMPO foi realizada pelo instituto com recursos próprios. Os dados foram coletados entre 15 de julho a 20 de julho de 2022. Foram realizadas 2.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada sob os protocolos TSE nº BR-08880/2022 e TRE nº MG-08733/2022.

Via O Tempo

1 comentário

  1. Particularmente não acredito nestas pesquisas, o ideal seria um plebiscito pois, estas empresas, só estão servindo de cabides de empregos para políticos. Serviços de péssima qualidade e custo muito alto para o consumidor.

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