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“O Brasil é o país do futuro: e sempre será…” Esta frase não é nova e já foi repetida à exaustão. E quando vemos os últimos acontecimentos de nosso país, a conclusão é que, de fato, nunca chegaremos lá. Temos muitos atrativos. Terras férteis, lindos cartões postais, natureza exuberante. Mas a população brasileira, cada vez mais, demonstra sua incapacidade de conviver nesta sociedade tão miscigenada.

No Dia Internacional do Trabalho, o que vimos em algumas cidades de nosso país, é a maior afronta já vista à vida, à saúde e à sociedade brasileira. E não estamos falando de política, de apoio ao Presidente ou coisa que o valha. O que se viu foi um desrespeito tamanho a pessoas doentes, a pessoas que perderam seus entes queridos e aos mais de 400 mil mortos pela pandemia.

Não é possível que as pessoas que foram para as ditas manifestações não se preocuparam em respeitar o próximo. Que ética é essa? Pessoas aglomeradas e sem máscaras! Muito interessante bradar contra a corrupção, dizer que defendem “golpe militar”, fechamento do STF, e não respeitarem a vida de seus concidadãos… Defendem o absurdo, e são contra o mais importante que é a vida. Será que todos os cientistas do mundo inteiro estão errados? Será que o bom mesmo é aglomerar? Essas pessoas que se vangloriam de apoiar o Presidente, deveriam ter a memória um pouco melhor e lembrar que a eleição foi vencida quase sem comícios, sem participação em debates e com o Presidente dentro de casa… Será mesmo que, após a vitória, as redes sociais deixaram de ser importante e o que vale é a aglomeração miserável e irresponsável?

Para mim que perdi um querido tio e grandes amigos nesta Pandemia dói ver a irresponsabilidade de muitos. Pior ainda de alguns “cultos” que são contra o óbvio. Ainda mais pra mim que nesta semana, fui “tocado” pelo Coronavírus e tenho passado os piores dias de minha vida. E estas pessoas que estão na rua se aglomerando para defender situações totalmente esdrúxulas e desnecessárias neste momento, sinceramente, me ofendem e desrespeitam minha saúde, minha vida e meu país. Pelo menos o país que eu imaginava existir.

Pobre Brasil. Pobre sociedade brasileira. A que ponto chegamos por essa absurda divisão. E parafraseando Chico Buarque de Holanda: “Pai, afasta de mim este cálice, de vinho tinto de sangue…” Que tenhamos dias melhores, e não retrocessos como alguns insistem em querer.

por Gian Brandão

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