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O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou que, apesar de um pequeno e natural relaxamento da população quanto ao isolamento social, é chegado o momento de retorno à prática devido à subida na curva de casos no Estado. As declarações foram dadas durante coletiva na Cidade Administrativa nesta quinta-feira (25), ocasião em que o gestor anunciou o reforço da Polícia Militar na fiscalização de aglomerações e uso de máscaras em Minas.

Conforme o chefe da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o mineiro cumpriu o isolamento e seguiu as orientações do governo. No entanto, a situação não perdurou. “Nós entendemos claramente que é muito difícil se manter um isolamento muito intenso durante muito tempo. Em algum grau de cansaço do isolamento, isso pode ter acontecido, sim”, afirmou.

Apesar disso, Amaral pediu para que a população retorne ao isolamento. “Relaxamos um pouquinho, porque ninguém vai aguentar ficar meses e meses de isolamento, as pessoas precisam ter um mínimo de qualidade de vida. Mas em um momento, também, em que nós temos um crescimento, a sociedade mineira é suficientemente engajada e solidária para entender que este momento é de retorno a um isolamento mais intenso”, disse.

Para apoiar na fiscalização do cumprimento do isolamento, o gestor anunciou um reforço mais ostensivo da Polícia Militar em todo o Estado. Segundo Amaral, muitos prefeitos haviam solicitado que a instituição fizesse um trabalho no combate à pandemia, com orientação e conscientização ao cidadão.

“O comandante Rodrigo já passou uma nota técnica a todos os militares para que eles entendam que, em serviço, eles devem orientar uma pessoa que está sem máscara, orientar quando tem uma aglomeração, que se evite, ou que se faça uma fila de forma adequada”, afirmou. Além disso, a PM apoiará na fiscalização municipal.

“O que nós queremos é dar, ainda mais, um ar de seriedade nesse isolamento. A PM participando junto com o Estado”, afirmou.

Hospitais de Campanha de Betim e BH

O secretário Carlos Eduardo informou nesta tarde que está em processo de contratação uma organização social (OS) para a gestão compartilhada do Hospital de Campanha de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o gestor, o processo de chamamento da administradora segue de acordo com o planejamento do governo.

Ainda de acordo com o secretário, existe a possibilidade de que o centro médico de reserva tenha um módulo menor aberto para iniciar a operação na cidade. Amaral não citou datas e reforçou que a prioridade do Estado é ampliar leitos em estruturas já instaladas, como os hospitais da rede Fhemig.

“Qualquer ativação de qualquer setor envolve custo, risco. Para conter um exagero de custo, nós temos que seguir o que planejamos. Muitas vezes se fala em hospital de campanha, mas nós deveríamos falar de planejamento de saúde. E ele está focado em ampliarmos leitos de instituições que já existem”, afirmou.

Já em relação ao Hospital de Campanha do Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte, o processo teve nesta quinta a autorização para instalação e funcionamento, de forma escalonada e gradual, após deliberação do Comitê Extraordinário Covid-19. As informações foram divulgadas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Com a publicação da nova deliberação, de número 66, no Diário Oficial do Estado, a gestão compartilhada do espaço fica sob responsabilidade de indicação do Secretário de Estado de Planejamento e Gestão, enquanto não for efetivado o contrato com a OS.

Além disso, o texto altera a deliberação anterior, de número 33, do mesmo comitê, que destinava o espaço do Expominas para fins de uso público, como unidade hospitalar temporária pela duração do estado de calamidade pública em Minas. Com a mudança, o Hospital funcionará por três meses, prazo que poderá ser prorrogado se necessário durante a pandemia.

Medicamento em Casa

O programa Medicamento em Casa, que entrega remédios em residências de atendidos pelas Farmácias de Minas e que estejam no grupo de risco da Covid-19, foi estendido e passará a atender à cidade de Pouso Alegre, no Sul de Minas. Segundo a SES-MG, 300 medicamentos serão disponibilizados em casa para cerca de 150 moradores do município. Até o momento, o projeto já entregou cinco mil remédios a mais de 3 mil pessoas.

Informações Hoje em Dia

1 comentário

  1. Hipocrisia demais, décadas de desvios de bilhões. Nada de investimentos em hospitais, somente em rodovias, viadutos, estádios, caixa dois. Agora como sempre o povo pagando por uma conta que corruptos e canalhas fazem com suas ações.
    Mesmo que este vírus não tem vacina contra ele, dezenas de pessoas em em óbito com outros males.
    Acorda BRASIL, o banco COVID vai fechar.

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