Compartilhe:

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) identificou que em 50 cidades brasileiras existe um alto risco de gestantes e puérperas serem contaminadas por Covid-19. Entre os municípios identificados, Minas Gerais tem quatro cidades – Barroso, Catas Altas, Dores de Campos e Planura – nessa condição e aparece em sexto lugar entre os Estados pesquisados. A Paraíba tem o maior número de cidades nessa situação (13). Em seguida, aparecem os Estados do Ceará (7), Amazonas (7), São Paulo (7), Rio Grande do Sul (6), Paraná (3), Mato Grosso (2) e Santa Catarina (1).

A pesquisa foi publicada na revista “The Lancet”. O estudo mapeou os casos e óbitos provocados pelo coronavírus na população obstétrica no Brasil por um período de 16 meses, de março de 2020 a junho de 2021. Foram usados dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep), do Ministério da Saúde. Nesse período, foram registrados no país 13.858 casos e 1.396 mortes por Covid-19 entre mulheres grávidas e em pós-parto.

Para identificar esses 50 municípios, os pesquisadores realizaram uma análise de distribuição espacial dos casos e óbitos pela doença mapeados com o uso de técnicas de estatística. “Isso permite identificar se aquele município ou redondeza vai se constituir em um aglomerado, se existe um maior risco da gestante ou puérpera adquirir a doença ali”, explica o epidemiologista Victor Santana Santos, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência a Saúde da UFS, responsável pela pesquisa.

Segundo Santos, os casos de mortes maternas por Covid-19 foram distribuídos de forma heterogênea pelas regiões brasileiras e se concentraram em municípios do interior do país, explicitando a relação do avanço da contaminação com as condições de vida da população. “Observamos que aqueles municípios com menos recursos de infraestrutura em saúde e maiores desigualdades socioeconômicas tiveram as maiores taxas de incidência e mortalidade materna pela Covid-19. São municípios com deficiência na sua estrutura e cobertura de saúde, diz.

Informações: O Tempo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *