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A sensação é de abandono por parte do governo brasileiro. A moradia, um hostel, em Lisboa, pago pelo governo português, através do Serviço de Segurança Social do país. A alimentação, têm de pegar na Santa Casa de Misericórdia, uma doação feita pela entidade, que, por sua vez, só consegue fazer esse serviço de utilidade pública graças às doações que recebe das famílias lusitanas.

É assim que está vivendo um grupo de 12 brasileiros – eram 16 até ontem, mas quatro conseguiram vaga num voo de retorno da Latam –, depois de ficarem de fora do último voo de repatriação do Itamaraty, no início da semana.

Um desses brasileiros é o mineiro Edimir Alves, de 45 anos, que vive em Coluna e é ex-vereador da cidade de Frei Lagonegro, no Vale do Rio Doce. Edimir, que no Brasil é motorista, foi para Portugal no início do ano, sonhando em melhorar de vida. Conseguiu emprego numa obra.

“Era um bom emprego, mas com a crise a obra parou e fui demitido, como os demais trabalhadores. Não havia mais sentido em ficar aqui. Por isso, já há mais de um mês estou tentando, sem sucesso, retornar para o Brasil, para minha casa, junto da família”, conta Edimir.

Ele ficou uma semana dormindo no aeroporto, pois não tinha para onde ir. “Recebi, na semana atrasada, um email do Consulado Geral do Brasil, de que eu estava no voo do dia 26. Vim para o aeroporto, assim como outros brasileiros. Mas, na hora do embarque, disseram que eu não estava na lista. Inacreditável.”

“Agora estou à espera de uma solução. Não é possível ser abandonado como está acontecendo com a gente”, acrescenta. No grupo em que Edimir está, também se encontram outros quatro mineiros.

Estado de Minas

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