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A cimenteira multinacional LafargeHolcim está deixando o Brasil. Esta é a informação que a reportagem do Barroso EM DIA apurou com exclusividade nesta terça-feira (20). Depois do anúncio de que outras grandes empresas como, por exemplo, a Ford, deixou o Brasil, agora a cimenteira, que tem Unidade em Barroso, entra na fila.

Segundo informações, que ainda não foram confirmadas oficialmente pela empresa, o grupo está colocando a venda todas as fábricas brasileiras. A expectativa é que um comunicado interno seja feito aos funcionários das unidades em todo o Brasil ainda nesta terça-feira.

O Barroso EM DIA ainda levantou que não há informações sobre demissões, produção e prazo para que as transações sejam concluídas. A princípio, não será divulgado detalhes sobre a empresa que vai entrar a venda nos próximos dias.

A LafargeHolcim é uma empresa líder mundial em vendas de cimento. A cimenteira emprega hoje cerca de 90 mil funcionários em mais de 80 países do mundo. Com cerca de 1.600 empregados, a LafargeHolcim Brasil tem uma presença em todo o país e está presente em três das cinco regiões: Sudeste (SP, RJ, MG e ES), Nordeste (BA, PE, PB e RN) e Centro-Oeste (GO).

DEIXARAM O BRASIL

Desde 2019, ao menos 13 multinacionais de vários setores deixaram o Brasil, num movimento que agrava ainda mais o desemprego no país, que atualmente atinge cerca de 14 milhões de brasileiros.

A crise gerada pela pandemia numa economia já estagnada e a baixa competitividade do país afastam investimento estrangeiro e aceleram a ‘desindustrialização’ do Brasil. Entre 2000 e 2019, a participação da indústria de transformação no PIB (Produto Interno Bruto) passou de 13,1% para 10,1%.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou no mês passado uma queda de 4,1% no PIB em 2020, com a atividade econômica registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, em 1996. A indústria recuou 3,5% e o setor de serviços despencou 4,5%.

 

1 comentário

  1. E uma pena empresas que investem tanto,dedicam tanto em cursos, capacitam milhares não acreditam mais em nós e nosso mercado. O BRASIL

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