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No encerramento do 33° Festival da Canção, a cidade de Barroso recebeu a apresentação do cantor e compositor Wilson Sideral, com a turnê Wilson Sideral & a Nave. Após o show, o artista mineiro cedeu entrevista à repórter estagiária do barrosoemdia, Ana Gabriela, e falou um pouco sobre sua passagem pelo Festican, além de projetos futuros e a importância do incentivo à música nacional.

 

 

Ana Gabriela: Como foi encerrar o Festican?

Sideral: Cara, eu achei maravilhoso! Acho super importante que essa tradição se mantenha. O Festival da Canção e esses festivais de música, em geral, são muito importantes.

Eu venho de uma região, do Sul de Minas, e lá tem vários Festivais da Canção. Me lembro de muito novinho, com 15 anos, participando disso tudo com música autoral. É um incentivo muito grande pra quem está na arte, quem está buscando seu lugar, principalmente na música autoral. Então eu acho muito legal que a Prefeitura de Barroso e a cidade continuem investindo no Festican e no Festival de Inverno, achei muito bonito. 

Quero dar os parabéns para todo mundo: tanto aos ganhadores, quanto a galera que participou. O importante é isso, estar mostrando sua arte e ter espaço para mostrar o seu som. 

Eu me sinto honrado em encerrar a noite, fazendo show com essa banda legal, com a cidade me recebendo com o maior carinho, vocês também do barrosoemdia que fizeram toda a cobertura e uma divulgação legal. Agradeço de coração a força aqui. 

Você pretende voltar a Barroso, talvez em outros festivais?

Sideral: Com toda certeza! É só me chamar que a gente volta, sem dúvida!

Você tem planos para lançar algum material novo nos próximos meses?

Sideral: Sim, vai sair logo logo o volume 3 de um projeto especial meu chamado “Wilson Sideral Tropical Blues”, que é um projeto com clássicos da música brasileira, em versão blues. Vai sair em breve e esse vai ser o terceiro EP dessa série que fecha o repertório da turnê. Essa eu ainda não fiz em Barroso, mas pretendo voltar pra mostrar esse show aqui também.

Como é ser um grande sucesso dos anos 2000, com a galera mais jovem descobrindo de novo esse estilo e ter as músicas dessa fase voltando pro mainstream?

Sideral: Eu acho super importante o que a gente viveu. Porque assim, a música é cíclica, né? Eu, por exemplo, quando era garoto ouvia muito rock dos anos 80, sou ainda muito fã, tanto que é que tenho uma turnê com meu irmão, a “Flausino & Sideral cantam Cazuza”, que eu faço questão de tocar um pouco dentro do meu show, até pra misturar esse repertório. E como fã da geração dos anos 80, eu entendo que teve gente que cresceu e teve acesso à música e ao rock brasileiro através de algumas coisas minhas. Então eu acho que é uma coisa que vai passando de geração para geração.

Existe um gap meio grande na década passada em que o rock deu uma sumida, não do coração das pessoas, mas do mainstream, da grande mídia, que focou muito na música sertaneja e no funk. Acho que tem que ter espaço para todo mundo, mas também tem que ter espaço para galera da MPB, do rock, enfim… Agora eu tô sentindo isso que você falou, tô sentindo um momento novo, onde as pessoas estão aquecidas. Estão rolando festivais legais de rock de novo, tanto dos anos 80, 90 e 2000, e a gente tá aí. O importante é ter saúde pra continuar fazendo, lançando novidades e é bom saber que ainda tem gente muito interessada. 

Qual sua opinião sobre esses novos estilos que estão surgindo, esse novo movimento alternativo, voltando pro rock?

Sideral: Cara, tem tanta coisa linda acontecendo, e o legal é que hoje em dia com a internet, virou um meio mais democrático, né? Eu participei de um movimento em Belo Horizonte que é muito bonito, chamado “Tranquilo”. O Tranquilo é uma espécie de sarau gratuito onde artistas de todos os gêneros vão para se apresentar, principalmente para tocar música autoral. E assim, os artistas se apresentam, o público senta no chão para ouvir, um silêncio completo para ouvir as músicas, bem intimista. Sempre tem um artista um pouco mais conhecido, e outros que estão chegando, então você vê que é uma coisa muito diversa. Tem desde uma MPB pura até um rock alternativo, passando por todos os estilos, até o rap e o trap, enfim… 

Eu acho muito lindo isso que tá acontecendo porque a internet tem dado mais oportunidades. Na minha época, ou você tinha gravadora ou você não existia. Hoje em dia já não precisa mais de gravadora, se você fizer um belo trabalho na internet e uma base de fãs que você vai agregando, de repente as coisas vão acontecendo, acho muito bonito. 

Eu prefiro não citar nomes para não esquecer ou falar de alguém que já é mainstream e eu achar que ainda está começando, mas é muita coisa!

E você tem algum recado para deixar pro pessoal de Barroso? 

Sideral: Eu queria apenas agradecer mesmo, porque eu fui recebido com muito carinho o dia todo. Desde que eu cheguei na cidade, a galera do hotel é muito gente boa; fui almoçar, a galera teve o maior carinho. Vim passar o show de tarde, já tinha uma galera aqui, filmando, tirando foto, isso é tudo muito recompensante. 

A gente sai de casa, e é um trabalho, mas ao mesmo tempo esse carinho que a gente recebe aqui faz a gente voltar pra casa cheio de energia. Então assim, é agradecimento. A palavra é gratidão e vontade de voltar! 

Um abraço para todos vocês e até breve!

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