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Dentre as transformações que a pandemia gerou, ninguém imaginaria que o cinema teria o que comemorar depois de um ano com salas de exibição fechadas, mas a cerimônia do Oscar 2021 ocorrida em abril mostrou que há uma luz no fim do túnel e ficou marcada pela diversidade nas indicações da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Premiações não só do cinema (Oscar), mas da música (Grammy) e futebol (Liga dos Campeões) também ocorreram e renderam bons frutos.

Oscar: as categorias mais cobiçadas da premiação (melhor ator, melhor atriz e melhor canção) trouxeram artistas negros como favoritos, além do record do número de mulheres (76 indicadas em todas as categorias, premiando 17), asiáticos (melhor direção, melhor ator) e muçulmanos (melhor ator) na disputa. A categoria mais esperada e principal da noite, Oscar de Melhor Filme, apenas três dos oito concorrentes não foram lançados no streaming, o que em anos anteriores a categoria era liderada pelos das salas de exibição. O favorito de tal categoria foi “Nomadland” que tem só dois atores no elenco principal e os outros são personagens reais que contam como e por que largaram tudo para viver na estrada morando em seus veículos.

Grammy: ocorrido em março, a cantora Beyoncé levou 4 prêmios e saiu como a mulher mais vencedora da história com 28 Grammys no total. Novamente as mulheres dominaram nas diversas categorias da premiação da música. Vale destacar como canção do ano, a cantora conhecida pelo acrônimo H.E.R. levou o gramofone ao compor uma música como forma de um grito por justiça ao racismo, intitulada I can’t breathe (“Eu não consigo respirar”, em português), que são as últimas palavras ditas incessantemente por George Floyd, o negro asfixiado por policiais nos EUA que gerou as manifestações mundiais de #BlackLivesMatter.

Champions League: o goleiro do campeão Chelsea é de Senegal, tornando-se o primeiro goleiro africano a disputar um jogo decisivo da principal prova de clubes do futebol europeu.

Todo esse cenário da pandemia atual faz parecer o fim dos tempos que os antigos tanto pregavam para nós, mas, ao ver premiações de respeito e alcance mundial, faz brotar uma esperança.

Abrir a cabeça para a pluralidade imensa que existe e o quão incrível é essa pluralidade é o que há para tempos futuros.

por Ana Roberta Melo.

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