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Durante muito tempo, talvez tenhamos cometido um dos maiores erros quando o assunto é eleição: acreditar que o nosso voto, sozinho, não faria diferença. “É apenas um voto. Meu candidato não vai ganhar. Todos são iguais. Não adianta votar, nada muda.” Quantas vezes já ouvimos — ou até repetimos — essas frases? Pois é justamente aí que começa o nosso erro. O voto de um cidadão de Barroso, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, tem o mesmo valor que o voto de quem vive em Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro ou qualquer outra parte do país. Diante da urna, não existe voto de cidade grande ou de cidade pequena. Não existe voto mais importante porque veio de uma capital. Cada eleitor tem o mesmo direito de escolher o caminho que deseja para o Brasil.
E talvez nunca tenha sido tão importante compreender isso. Nós já erramos demais. Erramos quando votamos sem conhecer. Erramos quando escolhemos apenas pela simpatia. Erramos quando acreditamos em promessas sem procurar saber o que havia por trás delas. Erramos quando compartilhamos informações sem verificar. Erramos quando deixamos que a paixão política substituísse a análise. E, principalmente, erramos quando entregamos o nosso voto sem estudar quem estava recebendo a nossa confiança. Antes de apertar a tecla verde, é preciso pesquisar. Conhecer a história. Ver o que o candidato fez, o que deixou de fazer, o que defende, quem o acompanha, quais são suas propostas e, sobretudo, se existe coerência entre aquilo que fala e aquilo que pratica. Não basta saber quem é o candidato. É preciso saber por que estamos votando nele. Também já passou o tempo de acreditar que uma única pessoa não pode mudar uma eleição.
Uma eleição é justamente a soma de milhões de decisões individuais. O resultado que aparece na televisão, no rádio, nos sites e nas redes sociais nada mais é do que a soma dos nossos votos. O voto do jovem que vota pela primeira vez. O voto daquele senhor ou daquela senhora que já participou de tantas eleições. É a soma de todos eles que determina quem ocupará os espaços de poder e, consequentemente, quem tomará decisões que irão afetar nossas vidas. Por isso, não devemos tratar o voto como uma mercadoria. Não devemos vendê-lo. E não se trata de escolher um lado político. Trata-se de compreender que a democracia depende de cidadãos conscientes de sua responsabilidade.
por Bruno Ferreira

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