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Como identificar uma possível notícia falsa, do inglês, “fake news”?

Antes de acreditar ou compartilhar, veja se a informação vem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Regional Eleitoral (TRE), órgão público, veículo jornalístico identificável, fonte oficial do candidato ou partido, pessoa que apresenta documentos verificáveis. Desconfie de mensagens do tipo: “URGENTE!!! Acabei de receber de uma pessoa que trabalha dentro do TSE…”. Isso não é fonte.

Existe a notícia original?

Pesquise uma frase específica da mensagem no Google. Se a mensagem disser:

“TSE cancelou as eleições porque…” procure exatamente essa afirmação. Se fosse realmente algo dessa magnitude, provavelmente haveria informação em fontes oficiais e veículos jornalísticos confiáveis.

A informação tem data?

Isso é muito importante em época eleitoral!! Uma notícia verdadeira de 2022 pode estar sendo compartilhada em 2026 como se tivesse acontecido agora, o que influencia na escolha do candidato e, como todo ser humano, o eu que eu era “ontem” já não é o mesmo eu de “hoje”.

O título corresponde ao conteúdo?

Um dos mecanismos mais utilizados para espalhar desinformação é o título enganoso. A pessoa vê e compartilha sem ler o restante. Quando você abre a matéria, descobre que é  uma situação específica, completamente diferente do que o título sugere.

Cuidado especial com vídeos e áudios

Nas eleições de 2026, esse assunto ficou ainda mais importante por causa da inteligência artificial (IA). O TSE estabeleceu regras específicas para conteúdos produzidos ou manipulados por IA. A regulamentação busca impedir conteúdos fabricados ou manipulados para divulgar fatos notoriamente falsos ou descontextualizados que possam causar dano ao equilíbrio das eleições ou à integridade do processo eleitoral.

Como denunciar?

O TSE possui o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE), que permite indicar conteúdos incorretos ou descontextualizados que possam causar danos às eleições ou à integridade do processo.

O TSE também mantém um repositório com decisões relacionadas ao enfrentamento da desinformação eleitoral.

E quem apenas compartilha?

“Eu só encaminhei” não significa automaticamente que não existe responsabilidade. Especialmente quando a pessoa sabe que determinado conteúdo é falso e continua divulgando, a situação pode se tornar juridicamente relevante.

Por isso, a melhor regra durante a eleição é: Na dúvida, não compartilhe. Primeiro verifique.

por Ana Roberta

 

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