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Remando contra a maré! Essa é a sensação, ou uma das sensações, daqueles que insistem em cumprir as normas e protocolos de combate ao vírus que vem tirando vidas em todo o mundo. O sentimento é de derrota, de que estamos perdendo e, de fato, estamos: São cerca de 200 mil mortes só no Brasil! Pouco? Muito, a verdade é que não são apenas números e só na região beiramos 100 óbitos, sendo cinco deles em Barroso.

E assim, consequentemente, passa a ser inevitável não relacionar essa sensação frustrante às lideranças políticas do nosso país e da nossa cidade, que por sinal, através do ex-prefeito, iniciou bem o combate, mas depois se perdeu entre pandemia, política e obras. O combate ficou em segundo plano e o que se viu foram muitos funcionários contratados e poucas ações do executivo. No âmbito federal, o que aconteceu é que simplesmente resolveram travar uma batalha de politicagem em plena pandemia de coronavírus. Enquanto, por exemplo, o governo de São Paulo duela particularmente com o desgoverno federal, seja por remédios, isolamento ou pelo corte de cabelo e vestimentas, pessoas fecham os olhos para nunca mais abrir. E desta forma, ficamos para trás na corrida pela vida e ficamos na frente no número de óbitos provocados pela doença.

Senão obstante, a guerra particular dos meninos rabugentos que aventuram no poder, passa a ter mais uma batalha, onde o capitulo da vez é a vacina, ou a falta e o descaso com ela, com a ciência, com os profissionais da saúde, que também estão morrendo, por dentro e por fora. Nesta edição, em Barroso e região, por exemplo, eles revelam a exaustão e o sentimento de descaso por parte da sociedade, perdida entre o que acredita e o que deve acreditar.

É neste momento, que cérebros incinerados, aflorados pelas redes antissociais e atiçados por um doente “líder”, que também pode atender por inconsequente, defecam opiniões sobre vacinas, um campo sem margem para discussões. Sem margem. Política, futebol, religião, tudo bem, mas vacina não, vacina não se discute. Regulamentada pelos órgãos competentes, vacina simplesmente se aplica e salva vidas. – Ah mas… mas nada! Se regulamentada e autorizada por profissionais, se aplica e pronto. Não tem conversa. Não tem discussão.

Em meio a briguinha de quinta série dos políticos incompetentes e bem debaixo dos nossos olhos, pessoas vão indo embora para nunca mais voltarem. Fica a dor de parentes e amigos, que em meio a todo este terror ainda precisam ouvir que só os fracos morrem: “Bando de Maricas”. Uma frase típica de uma sociedade doente, cega e incrédula que não quer e não consegue enfrentar a realidade, optando assim por apontar o dedo para uma imprensa que publica os fatos, que incomoda.

Enfim, por fim, um ser, que criado com tanto amor e por consequência do amor, se perdeu na sua origem e essência. Triste constatação: o ano de 2020, e sua virada para 2021 e a euforia por festas e aglomerações, serviu para mostrar e jogar na nossa cara que, definitivamente, ser humano é projeto que não deu certo! Não importa quantas vidas salvemos daqui por diante o fato é que nós já perdemos!

Tirem da cabeça essa ideia de que sairíamos mais fortes de tudo isso! Mentira, saímos pior, perdemos, descobrimos o que já era evidente: é cada um por si e salve-se quem puder.

Editorial Jornal – Janeiro de 2021. 

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