Cinco milionários, quatro candidatos sem bens declarados e uma diferença que chega a R$ 13,3 milhões. As declarações apresentadas à Justiça Eleitoral pelos 11 concorrentes ao Governo de Minas revelam um cenário de forte disparidade patrimonial na eleição de 2026.
Com o maior patrimônio entre os candidatos, Flávio Roscoe (PL) declarou R$ 13.350.362,21 em bens à Justiça Eleitoral. Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o empresário disputa um cargo eletivo pela primeira vez e, por isso, não possui declarações de eleições anteriores para comparação.
Quem também aparece entre os candidatos com patrimônio milionário é Alexandre Kalil (PDT), que declarou R$ 5.941.176,84 em bens. Ex-presidente do Clube Atlético Mineiro (CAM), cargo que ocupou entre 2008 e 2014, Kalil ingressou na política após deixar o comando do clube. Em sua primeira disputa eleitoral, em 2016, foi eleito prefeito de Belo Horizonte. Quatro anos depois, conquistou a reeleição ainda no primeiro turno.
Já numa faixa intermediária, você tem os candidatos como Mateus Simões (PSD), que é o atual governador, que tem um patrimônio de R$ 2.904.492,23, que é menor do que ele declarou em 2022.
Total de bens de cada candidato ao governo de Minas
– Flávio Roscoe (PL): R$ 13.350.362,21
– Mateus Simões (PSD): R$ 2.904.492,23
– Gabriel Azevedo (MDB): R$ 1.702.153,88
– Patrus Ananias (PT): R$ 1.247.212,54
– Cleitinho Azevedo (Republicanos): R$ 956.564,03
– Ben Mendes (Missão): Não há bens a declarar
– Henrique Áreas (PCO): Não há bens a declarar
– Rafael Duda (PSTU): Não há bens a declarar
– Túlio Lopes (PCB): Não há bens a declarar
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado, declarou R$ 956.564,03 em bens. Antes de chegar ao Senado, foi eleito vereador em 2016 e deputado estadual em 2018. Em 2022, conquistou uma vaga de senador, com mandato iniciado em 2023 e previsto até 2031. Naquela eleição, havia declarado R$ 544.570,76 em patrimônio. Quatro anos depois, o valor informado à Justiça Eleitoral aumentou cerca de R$ 412 mil, uma alta de aproximadamente 75,7%. Entre os bens declarados, Cleitinho apontou ter posse de dinheiro em contas correntes, quota de participação em empresa, uma casa em financiamento e automóveis.

