Presidenciáveis discursam em Tiradentes

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A poucos meses das eleições e já em ritmo de campanha, postulantes ao Palácio do Planalto defenderam nessa sexta-feira (15) menos privilégios para autoridades, enxugamento de máquina pública, corte de gastos, um governo feito com planejamento e mais participação do setor privado e da população na gestão. Eles palestraram para uma plateia de empresários durante o evento Conexão Empresarial, realizado em Tiradentes, no Campo das Vertentes.

O senador paranaense Alvaro Dias, que é o nome do Podemos para a corrida à Presidência, defendeu o corte de privilégios, como o fim do foro privilegiado, e criticou o modo como o país tem sido conduzido. Segundo ele, as instituições estão destruídas pela incompetência do governo. “Uma minoria assalta o poder e explora os trabalhadores e empresários para privilegiar sua elite, suas coisas. Isso é república? A sensação é de que é um império”, afirmou.

Ele ainda defendeu que sejam feitas reformas no país, mas ressaltou que isso somente é possível se as mudanças vierem do “andar de cima”, a partir, por exemplo, dos parlamentares. “Hoje é mais Estado e menos sociedade, menos creches, menos escolas, menos polícias, menos saúde ”, disse o senador.

Quem também saiu contra o governo federal foi o presidenciável Ciro Gomes (PDT). Ele afirmou que as respostas para os problemas do país não virão de medidas simplórias e populistas. Sobre privilégios no país, ele fez questão de criticar diretamente autoridades do Judiciário: “Nenhuma norma feita hoje retroage para ferir direitos adquiridos. Vamos denunciar os privilégios? A lei é julgada, e a sua aplicação é feita pela parte que mais recebe privilégios: juízes, procuradores, donos da verdade, chibata moral da nação”.

Ciro aproveitou para criticar diretamente seu concorrente ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL), dizendo que ele é fascista e que as práticas dele, como a homofobia e o racismo, precisam ser denunciadas. Antes disso, em coletiva de imprensa, Ciro disse que “vai enfrentar o fascismo, não por ele (Bolsonaro), mas pela cadela no cio do fascismo que ele representa”.

Pela primeira vez disputando um cargo público, o empresário João Amoêdo, do partido Novo, disse que o sistema é feito para “perpetuar” as pessoas que já estão na política. Ele também criticou o tamanho da máquina pública e afirmou que não se pode ter no país mais aumento de impostos. “A solução tem que vir por corte de despesas. Queremos um Brasil sem privilégios para Executivo, Legislativo e Judiciário, porque a conta não fecha”, disse.

Em seu discurso, o ex-presidente do BNDES, Paulo Rabello (PSC), afirmou que o Brasil da indagação levou o país para o buraco e que, agora, as pessoas precisam oferecer soluções. Ele também criticou a corrupção no Brasil. “O Brasil tem jeito. Pode estar fiscalmente truncado, mas eu não me habilitaria a essa aventura se não tivesse jeito”, declarou.

 O TEMPO

 

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