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Nada menos que 3.735.098 eleitores mineiros não foram às urnas no primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. A taxa de abstenção, de 22,8%, foi a terceira maior do país, acima da média nacional, de 21%. Com a disputa pelo governo mineiro encerrada, mobilizar esse contingente para votar no 2º turno, em 25 de outubro, é um dos principais desafios das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Em 2022 – quando Lula e Jair Bolsonaro estavam na disputa -, Minas registrou movimento contrário à tendência histórica: a abstenção caiu de 22,28% no primeiro turno para 20,99% no segundo. Cerca de 210 mil eleitores a mais compareceram às urnas na etapa final. A repetição desse cenário, porém, não é garantida, conforme destacam cientistas políticos.

O senador recebeu 5,777.548 votos no Estado, contra 5.188.936 do presidente, uma diferença de 588.612 votos. Além dos 3,7 milhões de ausentes, Minas contabilizou 661.039 votos brancos e nulos. Somados, os três grupos representam mais de 4,3 milhões de eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos.

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