Atenção barrosenses: Golpe do Precatório!

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Por telefone, um “servidor” do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) avisa que o pagamento pendente há anos, por parte do Estado, está liberado. Para receber a quantia, a pessoa precisa realizar um depósito de aproximadamente R$ 5 mil, referente aos custos com despachantes. O suposto funcionário, no entanto, é um golpista e a história não passa de uma tentativa de estelionato.

É dessa forma que muitos credores do Estado, com precatórios a receber, têm sido alvo de criminosos em Minas. Apenas em maio e junho, o TJMG contabilizou uma denúncia da prática ilícita a cada dois dias.

Coordenador da Central de Precatórios, o juiz Christian Garrido Higuchi afirma que os valores expressivos são o maior atrativo para os bandidos. Segundo o magistrado, R$ 768 milhões foram pagos em precatórios em Minas Gerais apenas no ano passado.

“Os criminosos ficam sabendo quem são os credores por meio da publicidade que o Tribunal é obrigado a fazer em relação a esses pagamentos. Geralmente, são pessoas até de outros estados. Suspeitamos de algumas agindo dentro de presídios”, explica Higuchi.

Vítimas
Na lista de vítimas dos estelionatários, acrescenta o juiz, há muitos idosos, ex-servidores do Estado com diferenças salariais a receber, donos de imóveis desapropriados para a construção de estradas ou até mesmo indenizações por morte, que devem ser pagas a herdeiros.

Precauções
A orientação dada pelo TJMG aos credores é jamais fazer depósitos na conta de terceiros, já que o órgão não exige o pagamento de taxas processuais em troca da quitação dos precatórios. Quem descobrir que foi alvo do golpe deve procurar a polícia.

Além disso, dúvidas podem ser esclarecidas no site do tribunal ou na Central de Conciliação de Precatórios (Ceprec), que fica na rua Goiás, 229, no Centro da capital.

A Polícia Civil foi procurada para falar sobre investigações a respeito do golpe dos precatórios e das precauções contra os estelionatários. No entanto, a corporação não se pronunciou nem disponibilizou fonte até o fechamento desta edição.

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