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Minas Gerais registrou 223 denúncias de assédio eleitoral até essa terça-feira (27/10), segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O número representa um aumento de 12,6% em relação à última sexta-feira (23/10), quando o estado contabilizava 198 registros.

As denúncias continuam crescendo mesmo após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25/10), com relatos de ameaças de demissão, discriminação política e retaliações contra trabalhadores em razão de suas escolhas eleitorais.

Em todo o Brasil, o MPT contabilizou 2.177 denúncias até terça-feira (27/10), ante 1.754 registradas na sexta-feira anterior. O crescimento foi de 24,1%, com 423 novos registros em quatro dias. Minas responde por aproximadamente 10,2% das denúncias recebidas pelo órgão no país.

Segundo a procuradora regional do Trabalho Luciana Marques Coutinho, vice-coordenadora nacional da Coordenadoria de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), o período posterior à votação tem sido marcado pelo aumento de relatos envolvendo ameaças e manifestações discriminatórias nas redes sociais.

Entre as situações identificadas pelo MPT estão publicações de empresários anunciando a intenção de demitir funcionários ou deixar de contratar candidatos a vagas de emprego em razão de posicionamentos políticos. Também há registros de influenciadores digitais incentivando empregadores a adotar essas práticas.

Trabalhadores que sofrerem ameaças, demissões ou discriminação em processos seletivos por motivos políticos podem apresentar denúncias ao Ministério Público do Trabalho. Segundo a procuradora, não há um prazo específico para comunicar essas situações ao órgão, embora a orientação seja procurar as autoridades o mais rapidamente possível.

Para fundamentar as denúncias, o MPT recomenda reunir capturas de tela de publicações em redes sociais, mensagens, gravações de áudio e outros elementos que possam demonstrar a motivação política da conduta.

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