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Nesta terça-feira, dia 26 de abril de 2022, quando o relógio se aproximar das 9h, serão exatamente oito anos da maior tragédia da história de Barroso: a Tragédia da Rua Viena, como ficou conhecida aquela manhã de sábado onde cinco crianças morreram asfixiadas no Bairro Jardim Europa.

Rafaela Camile Guimarães Martins, de 5 anos, Ketlen Larissa Guimarães, de 3 anos, David Júnior Guimarães, de 1 ano e seis meses e os irmãos Beatriz Vitória Guimarães Pinto, de 2 anos e Gustavo Henrique Celestino Pinto Guimarães, de 1 ano e seis meses, foram as vítimas do ocorrido.

Naquela manhã de sábado, 26 de abril de 2014, uma casa que fica na Rua Viena amanheceu pegando fogo. Muita fumaça entre as portas e as janelas que estavam travadas. Vizinhos e parentes tentaram adentrar a residência, os Bombeiros foram acionados, mas tudo foi muito tarde diante da negligência dos responsáveis que estavam na casa.

Resultado: a maior tragédia da história de Barroso. Nunca mais o município respirou aliviado em um dia 26 de abril, data que jamais será esquecida.

DECISÃO DA JUSTIÇA

Três anos depois, em 2017, saiu a conclusão do processo judicial que condenou Amanda Francisca Guimarães, mãe de duas das cinco crianças envolvidas na tragédia. De acordo com a sentença da Doutora, agora ex-Juíza da Comarca de Barroso, Valéria Possa Dornellas, Amanda foi condenada, em maio de 2016, a um ano e quatro meses de prisão em regime aberto pelo crime de incêndio culposo qualificado pela morte. Porém, com a apelação da defesa, a sentença foi convertida em serviços à comunidade e prestação pecuniária.

No resultado do inquérito feito pela Polícia Civil, através do Delegado Alexsander Soarez Diniz, hoje delegado regional, houve negligência por parte da maior de idade Amanda. Ainda de acordo com o documento, enviado cinco meses depois do ocorrido ao Ministério Público de Barroso, uma brincadeira com fósforo, que começou na sala, teria sido o motivo do incêndio.

O inquérito também mostra que as crianças estavam sozinhas e que a porta da sala e as janelas da casa estavam empenadas, o que teria dificultado a tentativa de fuga. Portanto, as crianças teriam corrido para o quarto onde morreram asfixiadas. Também de acordo com a conclusão, estavam na casa dois adolescentes e uma jovem. Eles não foram julgados.

 

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