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Meus amigos e amigas, talvez estejam se perguntando se essa afirmativa procede.

Sim, procede…..então vou explicá-los.

Grande parte da chuva que ocorre no Centro-Sul do Brasil (Sudeste, Sul e Centro-Oeste), além de outros países da América do Sul, é produzida pela umidade da Amazônica (transpiração das árvores da floresta), que formam nuvens que regulam o clima e o ritmo de chuvas.

 

Essa chuva recarrega os reservatórios das hidroelétricas, que consiste na principal fonte de energia elétrica para o país; que garante água para o abastecimento humano, animal, agricultura, indústria etc.

Como se sabe desde a década de 70, com a desastrosa política ambiental da ditadura militar, de ocupação da região amazônica, e de todos os governos posteriores, inclusive o atual, resultou na redução de 40% da área da floresta, que até então, havia experimentado desmatamento de 1% de sua área desde sua formação a milhões de anos.

O reflexo desse desmatamento são as mudanças climáticas, que estão ocasionando a redução de chuva nas regiões mais populosas, povoadas e produtivas do Brasil, portanto, menos chuva, menos água nas hidroelétricas, e a fim de evitar um apagão, passa a usar as termoelétricas (produz energia a partir do calor gerado pela queima de combustíveis fósseis, como carvão mineral, óleo, gás, entre outros) para gerar energia, mas isso é muito caro, e aí a conta de luz sobe como subiu.

Mesmo assim, não é garantia de que não haja apagão. Lembra do ocorrido nos anos de 2001 e 2002?

Como se isso não bastasse, os grandes centros urbanos começam a sofrer com o abastecimento de água, como Curitiba que vive racionamento desde 2020, e São Paulo em diversas ocasiões.

O que fazer?

Recuperar florestas em todo o país; conservação das florestas remanescentes; incentivar os proprietários rurais a protegerem e recuperarem a mata ciliar; criação de Unidades de Conservação; cada um de nós diminuir consumo de água e energia elétrica (reduzir banho, não lavar calçadas, implantação da produção de energia via solar – fotovoltaica; ao sair dos cômodos da casa desligar as luzes, utilizar águas das chuvas para o sanitário); política clara de conservação e penalidades severas para quem desmatar…..só assim vamos evitar juntos o pior.

Por Marcos Magalhães

 

Veja a nova entrevista com o Biólogo Marcos Magalhães

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