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Muitas vezes, nesta coluna, tratamos da COVID. A pandemia que tanto mal fez à nossa sociedade, que mudou o modo de enxergarmos o mundo, de fato, transformou nossos hábitos e modo de viver.

Durante a Pandemia, tivemos que ficar em casa durante longo período, e outras doenças que assolavam nossa comunidade, como a Dengue, por exemplo, deixaram de ter destaque. Talvez pelo fato de estarmos em casa e termos tomado as medidas necessárias para evitar a propagação do mosquito transmissor.

Contudo, no final do ano de 2023 e, principalmente, nesse início do ano de 2024, temos visto a Dengue assombrar nossa cidade, com números alarmantes de casos, inclusive, ganhando espaço na mídia regional, tendo em vista nossa cidade estar entre os municípios com maior número de casos da doença.

Uma pena que doença como Dengue, tão grave, e que tantos malefícios traz aos infectados, ainda tenha números tão altos. Isso porque, como todos nós sabemos, é uma doença evitável. Cuidados básicos de cada um de nós faria com que os números não fossem tão altos.

Segundo informações por nós obtidas, somente no Hospital Macedo Couto, estão sendo atendidas mais de 60 pessoas, todos os dias, com sintomas de Dengue. Isso somente no Hospital. Imaginemos quantas outras pessoas não passam pelo Posto avançado e pelos postos de saúde de nossa cidade todos os dias? E mais quantos outros não procuram os Postos e hospitais e se automedicam?

Todos nós barrosenses conhecemos vizinhos, parentes ou amigos que contraíram a doença nos últimos dias. E sabemos que os sintomas da dengue são graves e podem levar, inclusive, à morte. Também não é segredo que a Dengue levou pessoas a ficarem internadas em nosso município (inclusive entubadas). Pior, algumas necessitaram de UTI e foram transferidas para cidades vizinhas.  E este colunista também foi mais um dos infectados, podendo dar testemunho da terrível sensação que é estar infectado com a Dengue. Os números, de fato, são alarmantes. E a Dengue é gravíssima.
Assim, cabe a todos nós, cidadãos responsáveis, fazermos o que estiver ao nosso alcance para evitar a propagação da Dengue. O controle de nossas casas, principalmente de nossos quintais, é medida indispensável para acabar com os criadores do mosquito.

Claro que o Poder Público deve fazer sua parte, com fiscalizações diárias e outras medidas cabíveis. Mas as medidas para se evitar a propagação da Dengue cabem a cada um de nós. Se acabarmos com o mosquito, não haverá mais a transmissão. Precisamos tirar um tempo da nossa semana para conferir os vasos e as plantas de nossa casa. Os possíveis criadouros em nossas residências são o maior problema na propagação do mosquito.

E ao Poder Público, além das medidas curativas, é necessário que aumente a fiscalização dos lotes e casas desabitadas, bem como que faça o “fumacê” quando necessário e forneça repelente aos que não conseguem comprá-lo. Em resumo, evitar a propagação da Dengue é medida que cabe a cada um de nós. Não deixemos para o outro obrigação que é nossa. O Poder Público não conseguirá, sozinho, acabar com um mal tão grave como é a Dengue. Façamos a nossa parte. “Vamos, juntos, acabar com a Dengue.”

por Gian Brandão

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