A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o texto-base da medida provisória que institui o programa “Gás do Povo”, uma iniciativa voltada a garantir o acesso de famílias de baixa renda ao botijão de gás de cozinha. Ao todo, 415 deputados federais votaram a favor, enquanto 29 parlamentares se posicionaram contra a proposta durante a sessão deliberativa.
O programa “Gás do Povo” substitui o antigo Auxílio-Gás, permitindo que famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda familiar de até meio salário mínimo retirem diretamente o botijão de gás nos pontos credenciados, com o pagamento feito posteriormente às revendas em até sete dias. A proposta prioriza beneficiários do Programa Bolsa Família e busca ampliar o acesso ao gás de cozinha de forma mais eficiente e organizada.
Entre os 29 deputados que votaram contra a medida, três representam o estado de Minas Gerais. Todos são filiados ao Partido Liberal (PL):
• Eros Biondini (PL-MG)
• Junio Amaral (PL-MG)
• Nikolas Ferreira (PL-MG)
Outro deputado mineiro, Lincoln Portela (PL), optou pela abstenção na votação. Os demais representantes de Minas votaram a favor da proposta, incluindo parlamentares de partidos como PSDB, PP, PT, União Brasil, PSD, PDT, MDB, Podemos, Avante e Solidariedade.
A votação também apresentou distribuição variada entre outras unidades da federação. Estados como São Paulo tiveram maior número de votos contrários — com sete deputados posicionados contra a medida — enquanto outros estados somaram entre um e seis votos contrários, conforme a lista de parlamentares que rejeitaram o texto-base da medida provisória.
O que muda com o “Gás do Povo”
Até dezembro de 2025, os beneficiários recebiam um valor em dinheiro equivalente ao preço médio do botijão de gás na região onde moram. Com a aprovação do novo programa, a troca passou a ocorrer diretamente nas revendas credenciadas, o que, segundo o texto aprovado, busca facilitar o acesso ao gás para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Enquanto o acesso universal ao botijão gratuito não for alcançado, o repasse em dinheiro continua sendo feito para os beneficiários. A proposta também prevê a inclusão de iniciativas como a instalação de biodigestores e o apoio a cozinhas solidárias e comunitárias, ampliando, segundo os defensores da medida, a abrangência do programa.
NIKOLAS
Um dos únicos 29 deputados que votou contra o texto-base da medida provisória que institui o programa Gás do Povo, Nikolas Ferreira (PL-MG) justificou o posicionamento após ser alvo de críticas.
“Óbvio que votei contra o projeto ‘Gás do Povo’, do Lula, porque sou a favor do ‘Gás dos Brasileiros’, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade”, argumentou Nikolas.


No meu entendimento não deveria existir auxilio algum pois, se os auxílios saíssem direto para o auxiliado, ai sim mas, não sai. Tem uma empresa intermediária que faz isso. Os benefícios saem muito mais caro para os cofres público. E, geralmente estas empresas tem ligação com alguém do governo.