O uso do chamado “botão do pânico” por mulheres vítimas de violência doméstica cresceu 189% no interior de Minas Gerais desde setembro de 2025, quando foi firmado um acordo de cooperação entre instituições de Justiça e Segurança Pública para ampliar o monitoramento eletrônico das medidas protetivas.
O balanço, divulgado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), também mostra que o número de pessoas acompanhadas pelo sistema chegou a aproximadamente 2,5 mil, enquanto o monitoramento eletrônico de vítimas aumentou 59,3% nos últimos nove meses.
Segundo o levantamento, além do crescimento no número de mulheres monitoradas, houve um aumento de 50,7% no número de agressores acompanhados por tornozeleiras eletrônicas no mesmo período.
Como resultado, o CAOVD distribui relatórios periódicos aos promotores de Justiça de todo o estado. Com isso, é possível identificar rapidamente situações em que o agressor não compareceu para instalar a tornozeleira eletrônica ou em que a vítima não retirou a Unidade Portátil de Rastreamento.
A partir dessas informações, o Ministério Público acompanha em tempo real o cumprimento das determinações judiciais, acionando os promotores responsáveis por cada região para que as medidas de proteção sejam efetivamente implementadas. Segundo o órgão, o novo fluxo contribui para aumentar a sensação de segurança e reduzir a vulnerabilidade de mulheres ameaçadas.

