Prefeito não garante pagamento do mês e nem décimo terceiro

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O Prefeito de Barroso, Reinaldo Fonseca (PSDB), se reuniu com os servidores públicos municipais, efetivos, contratados e comissionados, com objetivo de apresentar a situação financeira do município. O encontro aconteceu na tarde dessa segunda-feira (27). 

Segundo o portal oficial de notícias do município, Reinaldo declarou que se o Estado continuar retendo os recursos da cidade neste mês, será praticamente impossível manter em dia o pagamento dos demais servidores e a segunda parcela do 13º salário. A primeira foi paga em junho.

De acordo com a Associação Mineira de Municípios, a dívida do Estado com Barroso já ultrapassa R$ 5,7 milhões, sendo mais de R$ 2 milhões apenas do Fundeb, o que já está provocando atraso no pagamento de servidores da Educação. Segundo a AMM, 767 dos 853 municípios de Minas Gerais não vão conseguir arcar com o pagamento e o 13º do funcionalismo público.

Reinaldo destacou que a retenção dos recursos constitucionais e os atrasos nos repasses pelo Estado se agravaram ainda mais depois do 1º turno das eleições, quando o atual governador ficou de fora da disputa pelo 2º turno.

O presidente da AMM, Julvan Lacerda, também já havia destacado essa informação à imprensa. “Antes, a gente estava trabalhando com a possibilidade de não pagar o 13º salário. Da semana que antecedeu o primeiro turno para cá, nós já estamos tentando acudir para pagar a remuneração dos servidores do mês, porque o Estado voltou a confiscar o ICMS que ele estava depositando regularmente. Diversos municípios não conseguiram pagar o mês de outubro, e, em novembro, vai ser pior. No fim do ano, 90% das prefeituras não vão dar conta de fechar as contas se continuar desse jeito”, declarou.

ZEMA

Durante encontro na Associação Mineira de Município (AMM), o governador eleito, Romeu Zema (NOVO), elogiou os prefeitos por manter de pé suas cidades, apesar do atraso no repasse de receitas por parte do Estado. Ele se comprometeu a avaliar com sua equipe a possibilidade de garantir pelo menos os repasses constitucionais aos municípios a partir de janeiro, como é o caso de percentuais sobre o ICMS e o IPVA e parcelar os valores atrasados, mas ressaltou que primeiro tem de tomar conhecimento dos números oficiais.

Com informações da PMB

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