Compartilhe:

O Sub Tenente do Exército, Liandro, natural de Barroso, neto de João Batista da Silva, Veterano da 2° GUERRA MUNDIAL, fez uma linda homenagem ao avô sobre o Dia 08 de Maio, que é comemorado como o Dia da Vitória no Exército Brasileiro.

O Dia da Vitória (8 de maio) marca a rendição incondicional da Alemanha nazista aos Aliados em 1945, encerrando a Segunda Guerra Mundial na Europa. A data simboliza a vitória da democracia sobre o totalitarismo, celebrando o fim do conflito no continente.

Hoje, Liandro mora em Belém do Pará, é militar da Ativa do Exército Brasileiro, mas mesmo a distância, fez questão de relembrar os momentos vividos na infância e as histórias contadas por sua mãe Cecília Batista Liandro.

A atual administração pública vai homenagear os veteranos em um obra futura que será realizada na Praça da Bandeira (em frente ao Bar do Meio) na Avenida Genésio Graçano.

Confira o texto em homenagem ao avô, leia:

Brasil, DF, 08 Maio 1945

“DIA DA VITÓRIA” dos aliados contra o eixo do mal.

Entre as lembranças da nossa infância, há uma que ecoa em silêncio, cheia de dor, de ausência e de um respeito profundo por uma história que nunca deixou de viver dentro de nós.

Enquanto minha mãe, Cecília Batista Liandro, nos contava sobre o nosso avô, João Batista da Silva, Veterano da II Guerra Mundial, nossas mentes de criança tentavam alcançar aquilo que o coração já pressentia: o peso que há num Campo de Batalha, onde o medo e a coragem caminham lado a lado.
Cada palavra dela não era apenas um relato, mas um pedaço da alma de um homem que enfrentou o inimaginável.

Quando ela falava do nosso avô, sua voz carregava uma emoção difícil de esconder, uma mistura de saudade profunda e uma tristeza silenciosa. Ela descrevia não apenas um soldado, mas um jovem cheio de sonhos, um homem moldado pela dor e um pai que, mesmo atravessando as sombras da guerra, nunca deixou de amar sua família e sua pátria. Um homem que esteve disposto a entregar a própria vida para que outros pudessem viver em liberdade.

Mas entre todas as lembranças, havia uma que doía mais: A despedida. O instante em que ele deixou sua família sem saber se um dia voltaria. Sem promessas, sem certezas — apenas o silêncio pesado de quem parte para o desconhecido. E lá, distante de tudo que amava, enfrentou climas hostis, noites intermináveis e a solidão que só a guerra conhece.

Quando finalmente voltou, trouxe consigo histórias — algumas contadas, muitas guardadas. Mas, acima de tudo, trouxe um coração marcado.
Nas suas cicatrizes invisíveis, ele carregava os nomes dos amigos que ficaram pelo caminho, das batalhas intermináveis.
Ao deixar o Exército, não ficou só a farda, mas também as lembranças que o tempo jamais apagaria.

“Isso é a guerra”, dizia ele. E minha mãe repetia essas palavras como quem ainda tentava compreender o peso delas.

Hoje, ao revisitarmos essas histórias, entendemos que nunca foram apenas memórias. Eram fragmentos de vida, de amor e de perda. Eram ecos de um passado que se recusa a ser esquecido. E agora, somos nós os guardiões dessa herança — os responsáveis por manter viva a história de quem lutou, sofreu e resistiu.

Parabéns, João Batista da Silva.

Parabéns, Brasil, pelos 81 anos do “DIA DA VITÓRIA”.

Barroso, MG, 08 de maio de 2026 — Feliz Dia da Vitória.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *