A cidade de Barroso já se prepara para receber uma de suas mais tradicionais manifestações esportivas. A Corrida Rústica de Sant’Ana chega à sua 40ª edição em 2026, reafirmando seu papel como um dos eventos mais aguardados do calendário local e reunindo atletas profissionais, amadores e famílias em uma celebração que atravessa gerações. A edição noturna de 2026 acontece no sábado, dia 25 de julho, véspera do feriado de Sant´Ana, padroeira da cidade.
Mais do que uma competição, a prova se transformou ao longo das décadas em patrimônio esportivo e cultural da cidade. A corrida carrega histórias marcantes e nomes que ajudaram a construir sua identidade, transformando o percurso pelas ruas barrosenses em cenário de conquistas, superação e tradição. “Eu corria descalço, uma única vez corri de conga azul, que era moda na época, mas o meu forte era correr descalço”, relembra Edmilson, barrosense que hoje mora em São Paulo, mas correu por diversas vezes e ao lado de nomes como João Lopes, Briozo, Júlio Dutra e Cici da Areia, fizeram história na cidade de Barroso na tradicional Corrida de Sant´Ana. “Nós tínhamos uma equipe, através do João Lopes, que treinava no Montanhês e corria até a Boa Vista treinando forte para competições em Barroso e cidades da região como Barbacena, São João del Rei, Juiz de Fora, Viçosa, enfim, várias cidades da região onde destacávamos”, relata Edmilson que relembra grandes momentos daquela época de ouro na cidade. “A gente era respeitado, a equipe de Barroso, onde chegava, colocava respeito, a gente dava trabalho”, diz.
PRIMEIRA CORRIDA
E mais, ao falar da história da competição, é impossível não lembrar também de Vicente Antônio de Melo, conhecido como Vicente Cangaceiro, primeiro vencedor da corrida, em 1967, tornando-se personagem importante da memória esportiva barrosense. “Que tempo bom, que saudade desta competição que era orgulhoso de Barroso e região”, relembra Vicente.
JOÃO DA MATA
Outro nome lembrado entre os corredores que participaram da tradicional disputa é João da Mata, atleta mineiro vencedor da São Silvestre em 1983 e competidor que também escreveu sua história na prova e ajudou a fortalecer a relevância da competição ao longo das décadas.
A cada edição, a Corrida de Sant’Ana renova a mistura entre passado e presente. Enquanto veteranos revivem histórias e recordações, novos atletas encontram no evento a oportunidade de iniciar suas próprias trajetórias, mantendo viva uma tradição que ultrapassa o esporte e faz parte da identidade de Barroso.
O MAIOR CAMPEÃO
Entre os grandes destaques históricos está o barbacenense Reginaldo Silva, atleta do Cruzeiro e maior vencedor da história da Corrida de Sant’Ana. Com oito conquistas, seu nome se consolidou como referência da competição e figura entre os maiores atletas a passarem pela prova.
A edição atual também chega cercada de expectativa em torno da participação da atleta barrosense Luana Dutra, de 25 anos, atual campeã da corrida e uma das representantes locais que vêm levando o nome da cidade ao destaque no esporte. A expectativa é de mais uma edição marcada por emoção, participação popular e pela continuidade de uma história que faz da Corrida de Sant’Ana uma das maiores tradições esportivas do interior mineiro.

