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Ademilson tem 45 nos de idade e 26 de carreira, mas muita disposição. O objetivo é levar o Tupynambás para a Série D do Brasileirão. Para isso, tem se cuidado bastante e, ainda não pretende se aposentar. De acordo com ele, vai até quando conseguir acompanhar os demais companheiros.

“Me sinto bem jogando aos 45 anos. Enquanto eu conseguir acompanhar meus companheiros vou continuar jogando. É gratificante. É fruto de trabalho, sempre me cuidei. Apesar da minha idade, nunca deixei de brigar pelos meus objetivos. O que me inspira é chegar em casa e ver meu filho perguntando quanto foi o jogo e se joguei bem ou joguei mal”, disse o atacante.

Natural de Itaguaí, estado do Rio de Janeiro, Ademílson tem feitos recentes que chamam atenção dos torcedores. No primeiro semestre de 201, levou o próprio Baeta ao título do Módulo II. Já no segundo semestre do mesmo ano, foi vice-campeão da Segundona (terceira divisão estadual) e conseguiu outro acesso, desta vez ao Módulo II com o Athletic Club, de São João del-Rei, que voltou às atividades depois de 40 anos.

“Eu sempre procuro dar o meu máximo e graças a Deus fui abençoado conseguindo estes acessos. Com relação aqui, nós temos o objetivo de disputar o Campeonato Brasileiro da Série D e enquanto eu estiver jogando, este será nosso plano”, ressaltou o atacante.

Ademilson vive em Juiz de Fora desde 2007. Ele foi homenageado pela Câmara Municipal com o título de cidadão honorário. No município, ganhou o respeito das duas maiores torcidas; Tupy, onde jogou por sete anos, e Tupynambás, onde joga atualmente.

“Não estou planejando parar não, mas sei que este dia vai chegar e eu queria fazer um jogo de despedida nas duas equipes que joguei aqui na cidade. Queria reunir meus companheiros, aqueles que tive chance de ser campeão juntos e fazer uma partida de despedida”, relata.

Ele Também fala do carinho dos companheiros no dia a dia. “Aqui me chamam de mito (risos). Existe um respeito e um carinho muito grande. Todos sabem da minha história e procuram respeitar. E eu também respeito todos eles, independente da idade. E muitas vezes exijo também que corram pra mim (risos)”, diz.

Sobre o Tupynambás, time de Ademilson

A última participação do Tupynambás no Módulo I foi em 1934, quando conseguiu uma classificação para as quartas de final e a disputa do título de campeão do interior. A equipe está na lanterna da competição com apenas um ponto. São cinco jogos até o momento, com quatro derrotas e um empate.

Quem é o mais velho?

Segundo os registros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o jogador mais velho em atividade no Brasil tem 49 anos de idade. Trata-se de Adilson Oliveira Coutinho Filho, nascido em 15 de maio de 1970. Ele está inscrito no sistema da CBF no Clube Atlético Barra da Tijuca, do Rio de Janeiro.

Matéria Bruno Ferreira/Torcedores

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