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Sete anos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que em 25 de janeiro de 2019 matou 272 pessoas, uma outra estrutura da empresa rompeu ontem, dessa vez em Ouro Preto, na divisa com Congonhas, na região Central do estado.

Um dique em uma cava na mina da Fábrica rompeu, na madrugada do domingo, por volta das 5h30, atingindo a região do Pires, uma área da CSN Mineração, e também o leito de dois rios em Congonhas. Ninguém se feriu, mas a lama atingiu estruturas administrativas da CSN, que tiveram que ser evacuadas. Cerca de 200 funcionários foram retirados às pressas do local. Pelo menos um funcionário, conforme imagens obtidas pela reportagem, ficou ilhado. Três oficinas e o almoxarifado da CSN foram atingidos pela força da água, que atingiu cerca de 1,5 metros de altura.

De acordo com a Prefeitura de Congonhas, vazaram aproximadamente 263 mil metros cúbicos de lama, quantidade semelhante ao de 105 piscinas olímpicas – em Brumadinho foram 12 milhões de metros cúbicos de rejeito no rompimento da barragem conhecida como Fundão.

Enquanto a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros se deslocavam para a região atingida, familiares da tragédia de sete anos atrás prestavam homenagem às vítimas da barragem de Brumadinho.

A lama vazada da estrutura da mina da Fábrica atingiu os leitos dos rios Goiabeiras e Maranhão, este último um dos responsáveis pelo abastecimento da cidade, cuja captação foi suspensa. O rio Maranhão corta o município de Congonhas e deságua no Paraopeba, devastado pelo rompimento de Brumadinho.

A Vale, por meio de uma nota, afirmou que não houve um rompimento da estrutura da mina da Fábrica, mas sim um “extravasamento” de água e sedimentos. A empresa ainda afirmou que o motivo do transbordamento está sendo apurado, mas garantiu que não há relação com barragens da região, que “seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”.

A mineradora informou também que comunicou os órgãos competentes e que apura as causas do “extravasamento de água”.

Informações Estado de Minas

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