A página 8 do número 139 deste jornal traz a grata notícia da existência, há três meses, da WEB Rádio Barroso EM DIA. É uma nova e boa realização, porque se trata de mais uma fonte de informação e de formação das pessoas que a ela tiverem acesso. Como diziam os antigos romanos, e nós, mais velhos aprendíamos quando ainda o ensino do latim fazia parte da grade curricular dos antigos cursos ginasial e colegial, “tot capita quot sententiae”, que, em português quer dizer “quantas são as cabeças, tantas são as opiniões”. Esta é uma verdade que prevalece ainda hoje. Por mais imparciais que queiram ser os meios de comunicação social – jornais, revistas, rádios, TVs – todos eles têm uma filosofia editorial e suas convicções políticas, religiosas e éticas, que naturalmente os levam a dar maior ou menor importância e interpretações diferentes para os assuntos que se adequam ou não à sua filosofia editorial.
Daí que o leitor ou ouvinte que tiver acesso a fontes diversificadas de informação terá mais elementos para formar sua própria opinião sobre os acontecimentos. Com relação a qualquer informação divulgada radiofonicamente, só os ouvintes que estiverem conectados com a emissora terão acesso ao que foi divulgado. Já a informação impressa permanece. Por isso a verdade do provérbio latino que diz “verba volant, scripta manent”, ou seja, “as palavras faladas, voam; as escritas, permanecem”, ou seja, a notícia ou opinião divulgada por via sonora se dilui no ar, tão logo a mensagem é transmitida, e ao ouvinte não resta a alternativa de a recapturar para analisá-la.
Não tive oportunidade de ouvir o debate sobre a reforma política, realizado no dia 11 de julho e noticiado. De acordo com a notícia, do debate participaram Bruno Ferreira, Antônio Claret (filho), Rodrigo Graçano e Eduardo Pinto. Todos academicamente muito em condições para analisar e opinar sobre a matéria que está sendo discutida no Congresso Nacional atualmente. Pelo que a gente tem podido acompanhar através do que divulgam os noticiários das emissoras de televisão e pela mídia impressa, o que poderá sair das cabeças dos deputados e senadores será um arremedo de reforma, e não uma séria mudança da atual estrutura política nacional.
No Congresso cada cabeça tem suas próprias ideias sobre o que deve e não deve ser mudado na atual organização política nacional, só havendo concordância em mudar o que não vier a afetar os interesses corporativos de suas excelências nem privá-los de suas vantagens, regalias e mordomias individuais, pagas com o dinheiro suado do povo brasileiro que não goza das mesmas regalias.
Afinal de contas, quem se acostumou a mamar não quer perder a boquinha de continuar chupando as gordas tetas do poder.
Por Paulo Terra

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