Como as ondas do mar, que não cansam de ir e voltar, julho vem e se vai. Vai e leva consigo um frio que corta mais esquenta, esquenta o corpo e a alma, que como o coração, pulsa relutante por aquele amigo que você encontrou sem querer entre o porquinho da índia, os quentões e os gritos de bingo aos pés de Sant’Ana, uma padroeira que chora as diferenças ainda existentes na sua cidade.
E vai, como a velocidade do vento, o julho que nos permite descanso e encontro e contos casuais. Por onde anda? Pergunta frequente no julho que mata saudade. Vãos as bandas que desfilam rápidas, as amigas de infância com quem você chegou se apaixonar, mesmo sem saber o que era isso. Os violões afinados, o charme dos veículos antigos, das moças novas. Vai julho, leve as boas notícias e deixe nos nossos corações o sorriso de infância daquele amigo que você não via há uma “cara”.
Então vai julho, a gente se vê ali na esquina, onde o vento faz a curva, perto das motocicletas e jipes, longe das bebidas, agora, enfim, proibidas. A gente vai sentar, olhar o tempo, desfrutar os momentos, fazer fotos e revelar, nem que seja na memória, esse julho que se foi, mas como não canso de escrever e falar: vai voltar, cheio de paz, esperança e fé, seja na Santa, nos santos, ou no ser, que cada um acredita.
Já deu saudade! Volte logo julho…
Por Bruno Ferreira

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