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Ir para as ruas e protestar contra aquilo que você acha errado, voltar às ruas para protestar contra aquilo que havia sido protestado, enfim, em qual outro país, onde não exista democracia, seria possível essa liberdade de expressão? Viver a democracia, diante de manifestações que se aproximam, é algo que valoriza a luta de outrora quando jornalistas e grandes cidadãos morreram e sofreram com os 21 anos de chumbo no nosso Brasil. Viver neste país, mesmo diante de tantas aberrações, ainda é uma vitória.

Porém, o que deve ser questionado, em tempos do verbo impedir, é um chamado terceiro turno das eleições presidenciais. O protesto é válido e toda indignação faz sentido mediante a avalanche de idiotices que o governo atual vem realizando, mas, sair para as ruas e pedir o impeachment de um atual Presidente eleito depois de dois turnos é algo mais abrangente que a própria democracia, aliás, um direito, mas ainda um afronte ao próprio estado de direito da maioria, ou seja, o voto. Então, sairão de suas casas e dirão: se trata de um milhão de indignados ou mais! E aí nós lembramos: o Brasil tem cerca de 190 milhões de cidadãos e 140 milhões de eleitores que votaram e a maioria decidiu pelo governo atual. Então, retrucarão: mas eles podem se arrepender! Podem, lógico. E se arrependeram, que saiam às ruas e façam valer o direito de protestar. Que conquistem mais de um milhão, mais vários milhões que realmente signifiquem a vontade de uma maioria insatisfeita. Proteste mesmo, peça o que quiser, se manifeste. A democracia, o Brasil, mesmo que sujo, nos dá esse direito. Proteste!

Por Bruno Ferreira 

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