A cidade de Dores de Campos possui uma grande riqueza em artesanato. Conhecida principalmente pelo artesanato em couro, é considerado, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro, Pequena e Média Empresa (SEBRAE-SP), o maior polo produtor e distribuidor de selas e acessórios da América Latina. No entanto, há também grandes riquezas a serem exploradas, como acontece no Espaço Arte da Terra, que surgiu para valorizar os diversos tipos de artesanatos encontrados na cidade.
O Espaço Arte da Terra reúne trabalhos de artesãos, sendo possível encontrar um artesanato rico em diversos segmentos, como madeira, palha cipó, EVA, tecido, feltro, biscuit, crochet e couro. Há também peças feitas de materiais reciclados, transformando o lixo, como tampinhas, caixas de leite e jornais, em arte.
Onze das artesãs produzem diretamente para o local. Elas contam que o artesanato que é vendido financeiramente não é muito lucrativo, mas produz visibilidade para o que fazem. O trabalho ainda serve como terapia, como é o caso de Dauria Marques, que encontrou no artesanato uma forma de ajudar a curar a depressão. “Foi uma ocupação que eu encontrei e que me faz bem; além de contribuir na divulgação do que eu produzo”, conta Dauria, que antes era apenas do lar.
O projeto foi idealizado pela Prefeitura Municipal de Dores de Campos, pela Paula Maria, na gestão de Antônio Alves Moreira (PMDB), conhecido como Totinho, e pela Associação Comercial Industrial Agropecuária e de Serviços de Dores de Campos, através de Stael Ladeira. Criado em 2004, com objetivo de valorizar os diferentes tipos de artesanatos produzidos na cidade, tornando-se em 2011 uma associação de artesãos.
PROJETO
As artesãs pretendem desenvolver um espaço para ensinar artesanato para as pessoas, o Cantinho das Artes. Para elas é uma forma de passar o conhecido para que ele não se perca com o tempo. A intenção é que o trabalho comece ainda neste semestre. “Vamos adequar uma sala para ser possível realizar a oficina. Iremos ensinar a fazer artesanato de diversas maneiras”, conclui a artesã Maria Enilde Ribeiro da Silva.








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