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A edição 121 deste jornal publicou matéria do jornalista Bruno Ferreira sobre o possível fim, nas eleições municipais de 2016, da era dos políticos barrosenses que predominaram na gestão pública da cidade nos últimos 30 anos do século passado. Na realidade, conforme comentou Bruno Ferreira, nosso cenário político para o pleito de 2016 é imprevisível. Embora não possamos descartar a hipótese de antigas lideranças atuarem no apoio a candidatos de gerações mais novas e de ideologias políticas e administrativas mais atuais. A reportagem mencionada, além do atual vice-prefeito Dr. João Epifânio Pinto e do ex-vereador e ex-candidato Reinaldo Fonseca, cita mais cinco eventuais pré-candidatos atualmente atuantes na política local, e um cientista político barrosense, com mestrado em Administração Pública e professor universitário, mas que ainda não disputou cargos eletivos.

A meu ver, há ainda a considerar a possibilidade de surgirem outros pretendentes. Por exemplo, Adelmo Graçano, por três vezes eleito vice-prefeito, sendo que numa delas exerceu o mandato de prefeito por 4 anos, com a renúncia do prefeito Baldonedo, poucos dias após a posse, para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Outro nome viável é de Jayme Nogueira Filho, atualmente vereador e “expert” em assuntos de administração municipal como assessor da AMVER por muitos anos. Nada descarta, também, a possibilidade de que algum entre os vários empresários barrosenses de sucesso, com caixa suficiente para bancar a própria campanha e que se considere competente para bem administrar a coisa pública,  queira se apresentar como candidato a prefeito nas próximas eleições. E mais: com base em evento ocorrido numa das eleições municipais na década passada, poderá crescer de novo a ideia de lançamento da candidatura do Padre Fábio. O evento a que me refiro foi uma reunião havida no Colégio São José, no prédio do CESAM, da qual participaram Dom Waldemar, então bispo diocesano de São João del Rei, os senhores José Meneghin, Célio Reis e eu (como sapo de fora). Foi solicitada ao bispo autorização  para que o Padre Fábio pudesse ser candidato a prefeito. Dom Waldemar foi categórico: como cidadão o padre pode, se quiser, aceitar ser candidato. Mas, se o fizer, tão logo seja homologada a candidatura, como bispo diocesano eu o exonerarei da função de pároco durante a campanha e o eventual mandato, e nomearei seu substituto permanente como pároco. De qualquer forma, quando ele deixar a política, será designado para outra paróquia da diocese. Agora, com novo bispo, quem sabe a decisão episcopal não poderá ser diferente?

Por Paulo Terra

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