“Se o Exército de São João del Rei vier para cumprir a ordem deste falso Presidente (uso das forças federais) nós vamos resistir”, diz um dos lideres da greve dos caminhoneiros no trevo de Barroso.
O homem que preferiu não se identificar e está desde segunda-feira (21), participando da greve no trevo da cidade (BR 265), declarou que com a ajuda da população barrosense, eles vão resistir, caso haja mesmo a interferência.
“A princípio não vamos confrontar, mas a ordem é sentar no chão e não reagir. Aproveito para chamar à população para nosso lado”, explica um dos líderes que aproveita para agradecer o apoio dos barrosenses. “Desde já agradecemos ao povo de Barroso que está trazendo comida e utensílios de higiene pessoal para nós e os caminhoneiros que moram longe”, declara.
Já um outro caminhoneiro barrosense, Magno, que está no protesto enrolado em uma bandeira do Brasil, declarou que os caminhoneiros não vão desocupar o trevo.
Muitos caminhoneiros de Barroso estão buscando os caminhões que estavam guardados

nas garagens e estão levando para o trevo. Segundo informações eles vão colocar os caminhões no canteiro central para aumentar o números de caminhões e também dar mais apoio aos caminhoneiros presentes.
O uso das forças federais, que veio através do anúncio do Presidente Michel Temer (MDB) na tarde desta sexta, incluem Exército, Marinha, Aeronáutica, Força Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
SÃO JOÃO DEL REI
O 11º Batalhão de Infantaria de Montanha é uma unidade do Exército Brasileiro, especializada em combate em ambiente de montanha, que tem sede em São João del Rei.
Dentre os locais de protestos mais próximos do Exército está o trevo de Barroso, que fica a cerca de 30km da unidade. Já Lavras, onde também está acontecendo manifestações, a distância é maior, cerca de 80km.
A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do 11Bi, mas o atendente disse que informações sobre qualquer atividade do Exército só teriam como ser repassadas na segunda-feira (28).