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Em meio à escalada dos casos de febre amarela em Minas Gerais, outra doença entra no radar das autoridades sanitárias mineiras e faz soar o alerta no estado: o sarampo. Casos da moléstia foram registrados em Roraima, na Região Norte do Brasil, que vem recebendo um grande número de venezuelanos. O país vizinho enfrenta surto da enfermidade. Recentemente, outras confirmações foram registrada em países da Europa. Com a aproximação do vírus, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) ressalta a importância da vacinação, única forma de prevenção contra a virose.

A transmissão do sarampo pode ocorrer de uma pessoa a outra, por meio de secreções expelidas ao tossir, falar, espirrar ou até na respiração. O contágio pode se dar ainda por dispersão de gotículas no ar em ambientes fechados. Por isso, é considerada uma doença infecciosa viral extremamente contagiosa. Os principais sintomas são manchas avermelhadas em todo o corpo, febre alta, congestão nasal, tosse e olhos irritados, além de poder causar complicações graves, como encefalite, diarreia intensa, infecções de ouvido, pneumonia e até cegueira, sobretudo em crianças com problemas de nutrição e pacientes imunodeprimidos.

Em Minas Gerais, dois casos da doença foram confirmados em 2013. Os pacientes, dois irmãos, contraíram sarampo em uma viagem à Flórida, nos Estados Unidos. Mas casos com transmissão dentro do estado aconteceram pela última vez há quase 19 anos, com registro entre nove moradores.

» Indicação da vacina
Criança de 1 ano de idade deve ser vacinada com duas doses: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetra viral (inclui proteção contra varíola). Homens e mulheres de até 49 anos que não foram vacinados devem receber a dose. Profissionais dos setores de turismo e transporte devem ter atenção especial com a imunização.

» Onde se vacinar
A vacina está disponível em todas as unidades básicas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A cobertura vacinal em Minas Gerais está em 88%. A meta é chegar a 95%.

Cuidados

» Higiene das mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar, depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar olhos, boca e nariz)
» Usar lenço de papel descartável
» Proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de gotículas
» Orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (de cinco a sete dias após o início dos sintomas)
» Evitar aglomerações e ambientes fechados (devem-se manter os ambientes ventilados)

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG)

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