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A Policlínica Municipal de Dores de Campos recebeu na última semana, de 13 a 19 de dezembro, o triplo de pessoas com sintomas de infecção intestinal, vômitos, cólica, diarreia, dor de cabeça e dor abdominal.

A Secretaria de Saúde divulgou, na última segunda-feira (22), que foram 45 casos registrados, sendo que,  em média, são atendidas cerca de 15 pessoas por semana, com os mesmos sintomas.

Além destas características apresentadas, a maioria também tinha algo em comum: o consumo de maionese caseira. No entanto, mesmo com a grande suspeitas da maioria das pessoas terem sido intoxicadas por maionese caseira, o agente da vigilância sanitária, Cláudio Roncalli da Silva, afirma que não poderá saber se realmente foi isso que levou as pessoas à Policlínica.

“Após o grande número de pessoas que procuraram a Policlínica, os médicos começaram a perguntar o que haviam comido, após muitos falarem sobre o consumo da maionese caseira, fomos investigar onde tinham se alimentado, mas não havia mais maionese para coleta para que a análise pudesse ser feita”, afirma o agente.

Após a suspeita de intoxicação por maionese caseira, a vigilância sanitária nos dias 16 e 17, começou uma fiscalização mais rigorosa, foi  a todos os trailers, lanchonetes e padarias e proibiu a utilização de maionese caseira, que é algo comum na cidade, apesar de ser proibida.

A proibição está amparada por lei. No estado de Minas Gerais uma legislação proibiu sua comercialização em bares, restaurantes e lanchonetes. Pode ser oferecido aos clientes, somente maionese industrializada em sachê. A resolução qualifica como infrator à legislação sanitária o responsável pelo estabelecimento que insistir na sua comercialização e, além das penalidades previstas no Código de Saúde do Estado de Minas Gerais , que podem ser sanções educativas, recolhimento do Alvará Sanitário e até a interdição do estabelecimento. O proprietário está sujeito, também, a penalidades previstas no Código Penal.

Riscos da maionese caseira

A maionese caseira é feita com ovos acrescentados crus à mistura, o que pode provocar salmonelose, doença causada pela bactéria salmonela, presente em alguns produtos de origem animal. O risco de desenvolvimento da infecção é grande porque a maionese caseira fica muito tempo exposta à temperatura ambiente e é bastante manipulada. A industrializada utiliza ovos pasteurizados e, portanto não apresenta riscos de apresentar salmonela.

Repórter Raquel Lopes

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