Compartilhe:

Enquanto a Prefeitura de Barroso se articula para pagar a primeira metade do décimo terceiro e 40% do salário de julho, o jornal O Tempo, desta terça-feira (14), traz uma matéria descrevendo que as prefeituras de Minas Gerais estão “quebradas”. E mais, pretendem cortar salários e demitir servidores.

gf_800_00000278
Agora sim, ter o pagamento em dia é um luxo

E pelo o que a página da Prefeitura de Barroso anuncia no facebook, a cidade é um caso a parte nesta crise nacional, pelo menos no que se diz respeito a pagamento e contas em dias. “Você sabia que na próxima quarta-feira (15), mais de um milhão de reais serão injetados na economia de Barroso. Poderia ser coisa do Silvio Santos, mas não é! Na verdade, é planejamento, gestão de qualidade, compromisso com o dinheiro público, respeito aos servidores e respeito aos barrosenses!”, traz o post que já tem dezenas de curtidas e uma foto do Silvio Santos segurando um milhão.

“Ao todo o Governo vai injetar R$ 1 milhão e 250 mil na economia de Barroso em apenas um dia. Além de valorizar o servidor municipal, o pagamento vai aquecer a economia e o comércio barrosense. Conseguir pagar o salário e 13º em dia não é fazer mágica é ter planejamento com os recursos, respeito e comprometimento com os servidores” afirma Elizete Capellupi, Secretária de Planejamento.

A crise financeira que levou o governo federal a propôr o ajuste fiscal é a mesma alegada por prefeitos de Minas que dizem estar “com a corda no pescoço”, sem dinheiro para pagar despesas básicas de manutenção. A situação anda tão crítica que a Associação Mineira de Municípios (AMM), entidade que representa as cidades, aponta uma avalanche de decretos pelo interior determinando demissões, proibição do pagamento de horas extras a servidores e até suspensão de contratos.

No universo de 853 municípios, a entidade não aponta o número exato de cidades em crise, mas afirma que a quebradeira é geral. “As pequenas prefeituras têm dificuldades até de ter onde cortar. A partir de agora, vão ter que tirar prestação de serviço, como medicamentos e médicos. O receio é de colapso total”, diz Antônio Júlio (PMDB), prefeito de Pará de Minas e presidente da AMM.

Sem dinheiro em caixa, muitos prefeitos já articulam uma medida radical: se organizam para uma paralisação geral de uma semana, ainda sem data definida, suspendendo, inclusive, serviços básicos, como postos de saúde e funcionamento de escolas. “É para chamar atenção do governo federal e também economizar”, diz ele.

Com informações do jornal O Tempo.

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.