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A Prefeitura de Mariana, na região Central, vai demitir 200 funcionários em função da crise de arrecadação que a cidade enfrenta desde a tragédia de Bento Rodrigues, em 2015, que matou 19 pessoas, provocou o maior desastre ambiental do Brasil e interrompeu a operação da Samarco, principal fonte de receitas do município.

Essa é uma das medidas anunciadas nesta terça-feira (18) pelo prefeito Duarte Júnior (PPS). Ele reclamou que a cidade perdeu R$ 34 milhões de seu Orçamento e não tem recebido repasses dos governos estadual e federal, prometidos para enfrentar a perda de receitas.

Segundo balanço da prefeitura, a arrecadação caiu de R$ 278 milhões em 2015, ano do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, para R$ 244 milhões, que é a previsão deste ano, o que representa uma queda 12%. Com a medida, a prefeitura pretende economizar R$ 3,1 milhões. Outros R$ 1,9 milhão de economia serão com o corte de gratificações e de horas extras. A prefeitura espera chegar a R$ 25 milhões em cortes, com revisão dos contratos de transporte e de aluguéis.

Segundo o prefeito, para compensar a perda de receita, seria necessário demitir 400 funcionários, mas só será possível reduzir 200 postos sem afetar os serviços. Serão dispensados trabalhadores em regime de CLT e que ocupam cargos de confiança e aposentados que continuam na ativa. Mariana tem cerca de 4.000 funcionários, sendo 2.300 efetivos. A redução de investimentos no setor de saúde será de R$ 350 mil por mês. O prefeito afirmou que não haverá prejuízos no atendimento à população.

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