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O jornal O Tempo da quarta-feira, 18 de maio, na Coluna Aparte, trouxe o gasto da Prefeitura de Barroso com a última páscoa. Segundo o tabloide de Belo Horizonte, R$20 mil foi o valor gasto com caixas de bombons.

Ao todo, foram compradas 2 mil e 500 caixas de chocolate Garoto, que foram distribuídas

Foto: Prefeitura Municipal de Barroso
Foto: Prefeitura Municipal de Barroso

entre alunos das escolas municipais e creches.  A nota do jornal de Belo Horizonte também informa que a compra foi feita através da Secretaria de Educação.

Diante da publicação, a Assessoria da Prefeitura de Barroso enviou ao tabloide uma nota/resposta a matéria. No impresso publicado dias depois a Prefeitura se defende alegando que é uma tradição na cidade e que comprou as caixas R$0,05 centavos mais barato que a administração passada.

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA

Acessando o Portal da Transparência é possível ver que o município comprou os chocolates do fornecedor Moura Empreendimentos. De fato, foram R$20 mil em caixas de bombons para a páscoa, através da Secretaria de Educação. Ainda de acordo com o Portal, foram caixas de 300 gramas de chocolate ao leite no valor de R$8 cada.

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No site do executivo uma matéria mostra à distribuição das caixas as crianças nas escolas e creches. Relembre a matéria aqui!

O Barroso EM DIA entrou em contato com a Prefeitura Municipal para saber se os mesmos gostariam de comentar a nota publicada no jornal O Tempo. Leia, na íntegra a nota enviada para a nossa reportagem:

NOTA PREFEITURA 
“Como acontece todos os anos o município adquiriu neste ano de 2017, 2.500 caixas de bombom, em comemoração à Páscoa, que resultaram no valor de R$ 20.000,00. Além dos alunos das escolas e creches municipais, neste ano, os alunos da EJA – Escola de Jovens e Adultos e da APAE também foram contemplados. É uma tradição no município que inclusive, vem sendo mantida nos últimos anos. Destaca-se que, nos anos de 2013 a 2016  foram adquiridas 2.353 caixas de bombons em cada ano, pelo valor de R$ R$ 18.941,65, saindo a R$ 8,05 cada unidade. No nosso caso, conseguimos a um preço menor, apesar da inflação acumulada ao longo desse período, saindo cada caixa a R$ 8,00. Foi realizado um processo licitatório, em conformidade com a lei, sem superfaturamento, sem falsificação de assinaturas, sem direcionamento e com preço de mercado, respeitando os preceitos legais.
Sabemos que o município enfrenta uma situação financeira difícil e, no momento da aquisição, ainda não tínhamos conhecimento sobre as dívidas dos precatórios referentes ao ano de 2016 e, por isso, a compra foi encaixada em nosso orçamento. Temos certeza que, se não houvéssemos mantido a tradição, seríamos ainda mais criticados por algumas pessoas oportunistas. Ficamos muito satisfeitos em ver as crianças felizes, pois muitas das famílias sequer teriam condições de comprar um chocolate para seus filhos nas festividades da Páscoa. Algumas mães inclusive nos agradeceram nas redes sociais, afirmando que o presente veio na hora certa, principalmente em um momento difícil para a maioria das famílias brasileiras e também barrosenses. Temos a consciência tranquila de que não fizemos nada ilegal”.

 

PIPOCA E ALGODÃO DOCE

Ironicamente a cidade volta a sair no jornal O Tempo, na mesma Coluna Aparte, com gastos com guloseimas. Em agosto de 2015 O Tempo denunciou a Prefeitura da cidade de comprar, em 2014, R$22 mil de pipoca e algodão doce.

Relembre clicando aqui!

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