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Diante das restrições rigorosas para se conseguir registrar uma arma para autodefesa impostas pela Polícia Federal (PF), muitos interessados em ter o objeto estão transferindo a tentativa para o Exército, que concede o direito de posse não para quem quer defender-se, mas para aqueles que fazem treinamento esportivo, mantêm coleções ou praticam a caça. Além disso, uma portaria publicada em março permite que as pessoas autorizadas pelo Exército a ter uma arma de fogo possam transportá-la carregada – antes, munição e equipamento deveriam viajar separados.

Na aula teórica de um curso básico de tiro, um professor dá o recado: “para quem quiser uma arma hoje, o jeito mais fácil é pelo Exército. Demora, mas consegue. Na PF, é quase impossível”, diz.

Muitos estão seguindo a dica. No ano passado, foram expedidos 1.003 Certificados de Registro para Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) em Minas, contra 128 em 2015 – um aumento de 683%. Enquanto isso, na PF, as concessões de posse de arma (direito de comprá-la e mantê-la apenas dentro do imóvel comercial ou residencial) se mantiveram praticamente no mesmo patamar, sendo 2.696 em 2015 e 2.552 em 2016.

A arma adquirida por um CAC registrado, porém, não pode ser utilizada para autodefesa nem estar sempre pronta para uso (municiada) dentro de casa. Também deve ser guardada em cofre vistoriado pelo Exército – demora mais de um ano para se ter o objeto em mãos. Já o armamento liberado pela PF, quando comprovada efetiva necessidade, é exclusivo para se defender.

Informações O Tempo

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