Nos últimos dias, três macacos encontrados mortos foram diagnosticados com febre amarela em Divino, Ewbanck da Câmara e Juiz de Fora. Isso tem feito com que parte da população das cidades fique alarmada com a possibilidade de contato com primatas.
No entanto, de acordo com a Secretaria de Saúde de Juiz de Fora, não são os animais que passam a doença aos humanos. A febre amarela pode ser transmitida de duas formas – pela picada do mosquito Aedes aegypti, no caso da característica urbana e pelo Haemagogus na silvestres, que são os casos da região.
A Polícia Militar (PM) de Meio Ambiente alertou que matar os macacos é crime e pode render até um ano de detenção ao autor, que também vai pagar uma multa de R$ 5 mil para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A chefe da vigilância epidemiológica de Juiz de Fora, Michelle Freitas, explicou que os macacos funcionam como uma unidade sentinela para que o vírus circule.
”Eles não transmitem a doença, são hospedeiros. As pessoas devem ficar atentas se há animais doentes ou mortos e comunicar à Secretaria de Saúde (SS)”, orientou.
Freitas também contou como foi o trabalho da secretaria desde que os primeiros casos foram registrados.
“Assim que nos tivemos os primeiros epizootias, já intensificamos a vacinação na Zona Rural. Com a confirmação do caso em Ewbank da Câmara, também aumentamos o trabalho de campo dos agentes de endemias e agora estamos tomando as providências e para vacinação, especialmente dos idosos”, disse.
Informações G1
