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A Polícia Militar prendeu, nesta quinta-feira (19), o soldado Gilberto Ferreira Novaes, de 35 anos, em Belo Horizonte. Ele era procurado no estado por ser suspeito de matar a tiros a ex-mulher e sequestrar a filha de quatro anos do casal. O crime foi na cidade de Santos Dumont.

Sthefania Parente de Ferreira Novaes, de 29 anos, foi morta no dia 14 deste mês. De acordo com a polícia, a vítima estava em casa com a filha esperando a chegada de uma pizza, quando foi surpreendida pelo ex-marido armado. Ele teria aproveitado o momento em que a mulher abriu a porta para o entregador para entrar na casa.

Após o crime e a fuga, uma força-tarefa foi montada por policiais militares e civis de Barbacena.

Feminicídio

O crime ocorreu no Bairro Córrego do Ouro, em Santos Dumont. Sthefania tinha uma medida protetiva contra o soldado e registrou quatro boletins de ocorrência entre novembro de 2017 e abril de 2018 relatando ameaças, agressões e perturbação.

De acordo com familiares, desde janeiro o casal estava em processo de separação. “Ele era muito ciumento, muito nervoso, até com carro, achava que a rua era dele. Ela tentou ser feliz com ele. Ele falou que não iria aceitar a separação”, contou Elaine da Silva Parenti, mãe de Stefhania.

No dia 14 de abril, o namorado da jovem relatou que eles esperavam a chegada de um lanche e que, ao abrir o portão para o entregador, foi surpreendido pelo soldado armado. De acordo com o relato que está no boletim de ocorrência, o suspeito subiu as escadas de acesso a casa e fez os disparos contra Sthefania.

“Eu tentei tirar a menina dele. Eu comecei a gritar, vi que ele estava com a arma na mão. Ele, muito apressado, entrou no carro e eu fiquei apavorada querendo abrir a porta para tirar a menina. E ele só gritou assim ‘vai morrer também'”, contou a tia de Sthefania, Deise Lúcia Ferreira.

Ele fugiu com a garota em um carro emprestado e foi alvo de uma força-tarefa das polícias Militar e Civil.

O soldado estava afastado das atividades no 29º Batalhão em Poços de Caldas por problemas psicológicos. Ele responderá pelos crimes, tanto internamente quanto na justiça criminal, de acordo com o comandante da 63ª Companhia da PM.

Informações G1

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