Compartilhe:

Pichações feitas em uma pedra no Parque Estadual do Ibitipoca, a cerca de 100 quilômetros de Barroso, revoltaram visitantes, internautas e até a administração do local. Pelo menos dois símbolos foram pichados contendo as iniciais “JF”, sugerindo que os autores possam ser de Juiz de Fora. A professora Danielle Arruda, 29 anos, registrou o vandalismo no último sábado (2), enquanto visitava o parque, e compartilhou em sua ibitipoca-danielle-arruda-2página no Facebook. “Quem souber de quem esse grafite é símbolo, denuncie. Os responsáveis serão proibidos de entrar em parques estaduais e punidos pela degradação do meio ambiente. Entrem em contato pelo endereço peibitipoca@meioambiente.mg.gov.br”, sugere.

A pichação foi observada pouco antes do Lago das Miragens, próximo à cantina, um dos locais mais visitados do parque e que faz parte do Circuito das Águas. No primeiro dia do ano, um amigo da professora já tinha avistado a pintura, que parece ser recente. “O parque estava muito cheio nesses dias, sempre com lotação esgotada”, explica.

O gerente do Parque Estadual do Ibitipoca, João Carlos Lima de Oliveira, afirma que este é o primeiro caso de pichação em cerca de dez anos em que está à frente da gerência do local. “Essa é uma área natural. Precisamos que o público se conscientize de que uma coisa dessa não se faz em lugar algum.” Conforme João Carlos, pouca coisa pode ser feita agora. “Se a pessoa fosse pega em flagrante, acionaríamos a polícia florestal, que faria um boletim de ocorrência e encaminharia o caso para a Justiça. E nós exigiríamos a reparação dos danos.”

A visitação no parque estava limitada a 300 pessoas por dia nos dias úteis e a 800 por dia aos sábados e domingos, feriados nacionais e/ou estaduais do Estado de Minas Gerais. Uma portaria mudou a regra e, desde o dia 1° de janeiro, aumentou a capacidade para 1.200 pessoas. “Estamos fazendo o acompanhamento para medir o impacto dessa visitação, para que não haja prejuízo. Ainda é cedo para avaliar, mas, apesar dessa pichação, acredito que o impacto será mínimo, devido ao trabalho de conscientização que fazemos e até pelo tipo de público que recebemos.”

Conforme resolução do Instituto Estadual de Florestas (IEF), o usuário é co-responsável pela preservação do patrimônio natural, cênico, histórico e cultural das Unidades de Conservação Estaduais, bem como de suas instalações e equipamentos. “Cabe ao visitante usar adequadamente as instalações, equipamentos e mobiliários das hospedagens inseridas nas Unidades de Conservação e, em caso de uso irregular que cause dano, arcar com a indenização a que se fizer jus, conforme regulamento interno da UC.”

Com informações Tribuna da Cidade.

ibitipoca-danielle-arruda-1

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.