Compartilhe:

PEB 1

Fotografia que ilustra dia festivo em Barroso durante as comemorações de instalação do município em 1º de janeiro de 1954. Contudo, o que chama a atenção é a faixa estampada na Praça Sant’Ana: Barroso saúda o prefeito e o legislativo de Dores de Campos. A frase traduz a euforia do barrosense disfarçada de ironia, pois, se Barroso se tornou uma cidade independente, foi contra a vontade dos vereadores dorenses que, sob pretexto de pressão popular, obstruíram a pauta de interesse maior para os barrosenses, faltando com a palavra empenhada a Tancredo Neves de desmembrar o distrito de Barroso. Ultrapassando o prazo fixado para 10 de setembro, convocaram reunião extraordinária para o dia seguinte e quando, naquela tarde de sexta-feira do ano de 1953, se esperava uma decisão favorável à causa de Barroso, os vereadores, que eram a maioria na Câmara Municipal, agiram como Pôncio Pilatos e devolveram o projeto referente à emancipação para apreciação da Assembleia de Minas, desta vez os dorenses tinham representação através do Deputado Último de Carvalho que lutou contra os interesses de Barroso na Assembleia Legislativa. Desde que Barroso sonhou com a emancipação política, em 1948, encontrou oposição do legislativo dorense. Jornais de época traduzem o clima de rivalidade afirmando que “Barroso estava cansada de servir de burro de carga para um município completamente alheio à sua vida econômica e também aos seus problemas administrativos.”

 

Por Wellington Tibério

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.