Os funcionários da empresa Parex, terceirizada nas obras de Expansão da Holcim em Barroso, seguem de braços cruzados. A paralisação começou na tarde da última quinta-feira (04) quando um grupo de funcionários desceram juntos sentido a portaria da Holcim, no bairro do Rosário.
Cerca de 50 funcionários da empresa ficam sentados em frente à portaria durante a tarde e reivindicaram uma análise na carga horária, que segundo eles, estaria excedendo os limites.
De acordo com informações dos funcionários, os serviços da Parex estão paralisados desde às 12h desta quinta-feira. “Não existe um ou dois que está à frente, somos todos nós, que estamos insatisfeitos com a carga horária e queremos conversar com o sindicato e com a empresa que estipulou um horário para este fim de ano”, explica um dos membros.
Ainda de acordo com um dos funcionários, um membro do Sindicado dos Trabalhadores, de Belo Horizonte, esteve em Barroso na manhã de sexta-feira (05) e fez uma assembléia com os funcionários, onde ficou decido que a paralisação continuaria e uma nova assembléia seria feita na terça-feira (09).
Durante a nova assembléia, na manhã desta terça-feira (09), entre os funcionários e representante do Sindicato, foi decidido por continuar a paralisação. No mesmo dia, uma comissão formada por quatro funcionários, o representante do Sindicato e a diretoria da empresa, se reuniram para discutir as reivindicações dos trabalhadores.
Segundo um dos integrantes da comissão, vários pontos ainda precisam ser discutidos com a empresa. “Uma nova reunião será realizada na quarta-feira (10) entre a comissão dos funcionários e a empresa, muita coisa ainda precisa ser resolvida”, afirma.
Há também informações extra-oficiais levantadas pelo Barroso EM DIA que os funcionários reivindicam uma regularização nas baixadas (viagens para casa) e condições igualitárias ao ticket de refeição pago pela Mendes. O site também apurou que o sindicato já conversa com os representantes membros da paralisação.
A reportagem tenta contato com a sede da empresa em Belo Horizonte, mas até o momento não conseguiu falar com os responsáveis da área de comunicação. Em contato com o escritório de Barroso, a reportagem levantou que os mesmos não podem repassar informações, mas já está tentando resolver o problema.
A Parex tem hoje cerca de 100 funcionários e cerca de 90% estariam aderindo a paralisação. A empresa trabalha em duas frentes de serviço; uma na mineração do bairro da Praia e outra dentro da Holcim.


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