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Uma sugestão do Padre João, responsável pela Paroquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Bairro Bandeirantes, dividiu opiniões entre os religiosos do município, em especial da região.

De acordo com o Padre, o objetivo é que os fieis enfeitem, na procissão de Corpus Cristhi, somente em frente suas casas, nos passeios, sem usar a rua. “A proposta é que os enfeites sejam colocados nas calçadas e nas frentes das casas. Os moradores poderão fazer ornamentações tipo colocação de toalhas, colchas, flores, quadros, cartazes, faixas, montagens de altares, bandeirinhas, balões e outras possibilidades de acordo com as condições e criatividade das famílias”, declara Padre João.

Segundo ele, o motivo está relacionado ao trânsito. “Desta forma, as ruas ficariam livres para o trânsito de veículos e as pessoas poderiam manifestar da mesma forma a sua fé e devoção a Jesus presente no sublime sacramento da Eucaristia”, diz.

A sugestão divide opiniões. “Não vejo problemas em enfeitar as ruas, é uma tradição do interior de Minas Gerais e já existe há muito tempo”, declara um religioso. Já outro fiel concorda com o Padre. “Eu achei sensata porque evita o bloqueio das vias. Respeito às tradições religiosas, mas a cidade não pode parar, existem pessoas circulando por diversas finalidades e motivos incluindo trabalho e lazer. Acredito que a decisão respeita o direito de ir e vir sem comprometer as tradições religiosas”, diz o morador do Bairro Evandro Freitas.

PARÓQUIA DE SANT´ANA

Já no Centro da cidade, sob a responsabilidade do Pároco Padre Fábio José Damasceno, nenhuma sugestão foi colocada aos fieis. Segundo Douglas Willian, a procissão e as manifestações vão acontecer normalmente. Procissão com saída prevista para as 16h da Matriz rumo ao Ceclans com as ruas enfeitadas, onde acontecerá a Santa Missa.

TRADIÇÃO

Os tapetes de Corpus Christi são uma tradição católica popular, que é comum em várias cidades do Brasil e Portugal, sendo confeccionados durante a celebração do dia de Corpus Christi. A prática, surgida em Portugal e posteriormente difundida no Brasil durante o período colonizatório, consiste na confecção de representações de cenas bíblicas, objetos devocionais ou simples temas ornamentais sobre as ruas em que a procissão da Eucaristia passará, o de mais costume, são desenhos que fazem alusão à figura de Cristo, do pão e do cálice.

Os tapetes, tradicionalmente confeccionados de serragem e sal coloridos, empregam nos dias atuais uma gama de materiais, tais como borra de café, areia, flores, farinhas, dentre outros. Seu comprimento varia de acordo com cada cidade ou paróquia, indo desde poucas centenas de metros até alguns quilômetros. Os tapetes, em geral, ligam duas igrejas, decorando o caminho por onde será transladado o Sacramento. Em algumas localidades, é usual que se exibam panos vermelhos nas janelas das casas por onde o cortejo passará.

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