Sob o título acima, em seu livro “BARROSO – Subsídios para a História do Município”, edição única de 1979, Geraldo Napoleão de Souza relata sumariamente a história da Escola que a Cia. de Cimento Portland Barroso manteve entre 1961 e 1973. A escola foi criada em consequência do decreto estadual número 50.423, de 8/4/1961, através do qual as empresas com determinado número de empregados tinham a obrigação de manter escola primária para os filhos dos seus empregados e proporcionar aulas de alfabetização de adultos para os empregados não alfabetizados; ou então recolher mensalmente o “salário educação”, à base de cerca de 2,5% do valor da folha de pagamento. As aulas de alfabetização da Escola da CCPB se iniciaram em agosto de 1961 e o curso primário regular para os filhos dos empregados em fevereiro de 1962, com 84 alunos de primeira série divididos em 3 classes, em salas de aula adaptadas em casas de madeira no recinto da fábrica. A escola foi registrada na Secretaria Estadual de Educação sob o número 13, em 10 de setembro de 1961.
Embora a escola efetivamente fosse dirigida por mim desde o início, de 1961 a 1966 oficialmente constava como diretor o Eng. Wagner Carvalho Coutinho, gerente da fábrica. Em setembro de 1966, em virtude de contrato de parceria celebrado entre a CCPB e a empresa suíça HOLDERBANK, assumiu a gerência da Fábrica Barroso o Eng. Jerônimo Tomaz Ferreira Oliveira, da Holderbank, que me escolher para seu secretário. Certo dia, quando lhe levei alguns documentos da escola para assinatura, por ser ele, como gerente da fábrica, o diretor, ele determinou que eu enviasse correspondência à Secretaria Estadual de Educação, formalizando minha investidura como diretor efetivo da escola, função que exerci até dezembro de 1973, sem prejuízo das minhas outras obrigações. Neste ano de 2015 os prédios onde hoje estão instalados o SENAI e a Ortópolis completam 50 anos, já que foram inaugurados no início do ano escolar de 1965 como sede da Escola da CCPB, que chegou a ter mais de 400 alunos em 2 turnos (os funcionários da fábrica, na década de 1960, tinham muitos filhos) e, quando ainda não existia a APAE Barroso, a escola tinha uma classe para alunos portadores de necessidades especiais. Conforme Geraldo Napoleão registrou em seu livro, “a escola dispõe de assistência médica e dentária, colônia de férias para alunos promovidos da terceira para a quarta série, projetores cinematográficos e de slides, jogos de salão, campo de futebol. Aos alunos são fornecidos uniformes, material escolar e sopa diária.”
Em janeiro de 1974, ao voltar de férias, fui surpreendido pela notícia da desativação da escola. Um assessor, mal informado ou mal intencionado, conseguiu convencer diretor ou diretores também mal informados, de que a verba prevista no orçamento anual de 1974 para manutenção da escola, poderia ser economizada com sua desativação, mas não esclareceu que esta desativação implicaria no recolhimento mensal do “salário educação”. “Assim se conta a história do “Grupo da Fábrica”, que teve brilhante e benfazeja trajetória nos meios escolares da cidade e teve presença marcante nas festas de 7 de setembro” (palavras de Geraldo Napoleão de Souza).
Por Paulo Terra

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