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Na teoria o Brasil é um País laico, isto é, não tem uma religião oficial, mas na prática não é bem assim.

A escola, o nosso sistema de educação formal, não deve ser guiado por essa ou aquela doutrina religiosa, por que isso é algo pessoal e da esfera familiar. A escola deveria formar um cidadão dotado de uma visão crítica do mundo que o cerca, utilizando o conhecimento das diferentes áreas de humanas, exatas e da natureza.

Digo isso, por que a proposta da “escola sem partido”, já discutida por mim nesta coluna  no texto “A Ciência e Educação em risco no Brasil”, é um cabresto na educação brasileira. Como se isso não bastasse, leia a chamada da reportagem do site da revista Fórum, publicado nessa quarta-feira, 27 de setembro:

“O Brasil acaba de dar um passo que, a longo prazo, pode fortalecer ainda mais a intolerância religiosa. O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por 6 votos a 5, na tarde desta quarta-feira (17), o ensino religioso de modelo confessional nas escolas públicas.
Através deste modelo, é permitido ao educador influenciar os alunos para promover a sua crença – o velho conhecido catecismo. Nesses moldes, é apresentada apenas a religião do professor e ele tem a liberdade “didática” para, na prática, “converter” os estudantes. Na maior parte das escolas brasileiras isso já acontece principalmente com as religiões cristãs – é o velho catecismo. Votaram nessa proposta, a vencedora, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia.”

Isso mesmo que você leu!!

Deveríamos investir no ensino de qualidade, nos professores, na alfabetização científica do brasileiro, desenvolver o hábito de leitura do nosso povo, mas não, estamos levando o Brasil a uma Idade Média, onde a Educação e a Ciência poderão ser “acorrentados”.

Não sou contra religião, pelo contrário, mas sou contra a religião ser imposta a outras pessoas, e muito menos utilizar para isso a escola.

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por Marcos Magalhães

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